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Quarta-feira, 14 Abril 2021
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A igualdade entre mulheres e homens em todos os domínios da sociedade

Sempre conhecemos um mundo liderado por homens, desde pensadores, filósofos, poetas, artistas, decisores e políticos. Criaram-se estereótipos que deixaram de fazer sentido nos nossos dias.

5 min de leitura
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Pedro Araújo Napoleão
Pedro Araújo Napoleão
Arquiteto com doutoramento em Arquitetura pela Universidade da Corunha. Autor do livro "As Sensações e as Emoções na Arquitetura”. Escreve no dia 1 de cada mês.

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Aproximamo-nos de mais um Dia Internacional da Mulher. Celebrarmos juntos o dia 8 de março é reconhecermos com enorme justiça todas as conquistas feitas pelos que lutaram pela igualdade de género, apesar de muito haver ainda a fazer numa sociedade patriarcal e num mundo tão desigual, com imensas resistências a causas que têm, que devem ter, lugar por direito próprio.

Desde os primórdios da humanidade que se delineou naturalmente a senda biológica que iria determinar as diferenças anatómicas, fisiológicas e genéticas entre o homem e a mulher, muito resultado das necessidades de cada um no seu tempo.

O homem mais voltado para a caça desenvolveu características que o tornaram muito mais físico, mais focado e centrado em si. No homem sempre predominou muito mais o “eu” enquanto na mulher o “nós”, porque as suas preocupações sempre visaram a proteção do lar e do seu agregado familiar, desenvolvendo uma visão holística da vida, adquirindo outras capacidades cognitivas que os homens nunca souberam valorizar. Imperava a lei do mais forte.

Este princípio fez com que o homem se tornasse muito mais egocêntrico, tendo sido potenciado a partir do momento em que teve de começar a disputar as suas presas, às suas lutas incessantes, quando começou a questionar e a ter necessidade de afirmar a sua existência na Terra.

Tal facto, que o levou à consagração dos movimentos religiosos, filosóficos e ideológicos, que fizeram com que grande parte da nossa história fosse contada por homens, sobre outros homens, e nem o papel matriarca desempenhado pela mulher em tempos de guerra, ou a bravura de Joana D’Arc, ou mesmo os períodos em que brilharam as coroas rainhas se deixou de relegar a mulher para segundo plano.

As mulheres eram tratadas como mero objeto de procriação e consideradas como propriedade dos homens, aos quais deviam obediência e subordinação.

As mulheres eram usadas como sendo escravas e objetos sexuais. Faziam tudo o que lhes era imposto. Eram úteis apenas para cuidar dos filhos, executar as tarefas domésticas e satisfazer os homens. Sendo, ainda hoje, tratadas assim em certos países.

A própria religião exerce grande influência nas relações entre géneros como são o caso das crenças e tradições sócio-psicológicas que influenciam diretamente a condição da mulher na sociedade, como os níveis de exclusão preocupantes dos fundamentalismos e costumes islâmicos.

A legitimidade da luta da mulher pelos direitos de igualdade é inquestionável e absolutamente essencial para nós que queremos uma sociedade melhor e mais justa.  A mulher tem vindo a assumir um papel cada vez mais determinante, de elevado relevo, com uma visibilidade nunca antes sentida.

Hoje, a mulher tem um nível de representatividade em todos os setores de atividade, desde o desporto à política, de que são exemplo Serena Williams, Telma Monteiro, Ursula von der Leyen, Angela Merkel, Christine Lagarde ou o papel assumido pelas nossas atuais líderes parlamentares. Sinais efetivos de estarem a conquistar o seu espaço com todo o mérito.

São apenas alguns exemplos, mas todos reconhecemos muitos mais, desde as mulheres de sucesso que se desdobram nas mais variadas tarefas profissionais, a sua capacidade de liderança no mundo empresarial ao desempenho inigualável do papel de mãe e a importância que têm na educação dos nossos filhos.

De entre as nossas diferenças, existe um princípio de igualdade de género que devemos ter presente e nos deve unir e nunca separar, que é o dever de procurarmos todos uma vida melhor, mas só conseguiremos se soubermos ter a capacidade de nos entendermos e crescermos juntos.

Aceitando a história sem rancor, porque o presente provou não mais fazer sentido caminharmos para lados opostos, ou não fosse o caso da velha máxima em que povo afirma “por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher”, mas o contrário também se aplica cada vez mais. E assim a sociedade deve continuar a evoluir.

Num momento em que a sociedade enfrenta grandes desafios, mergulhada numa teia complexa de interesses económicos e ideológicos, a somar aos problemas ambientais e à crise sanitária que nos assola, contarmos com a visão holística e pragmática que a mulher, paulatinamente, vem afirmando na sociedade fará toda a diferença nos tempos que se avizinham.

No momento, em que a sociedade enfrenta grandes desafios, mergulhada numa teia complexa de interesses económicos e ideológicos, a somar aos problemas ambientais e à crise sanitária que nos assola, resultaram muito da história que o homem deixou e continua a deixar, a visão holística e pragmática que a mulher, paulatinamente, vem afirmando na sociedade fará toda a diferença nos tempos que se avizinham.

Sempre conhecemos um mundo liderado por homens, desde pensadores, filósofos, poetas, artistas, decisores e políticos. Criaram-se estereótipos que deixaram de fazer sentido nos nossos dias.

Quando falamos de igualdade de género falamos de igualdade de oportunidades por uma equidade efetiva que corrija a atual disfuncionalidade, por uma paridade que assegure a hegemonia de uma sociedade verdadeiramente inclusiva a todos os níveis.

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Pedro Araújo Napoleão
Pedro Araújo Napoleão
Arquiteto com doutoramento em Arquitetura pela Universidade da Corunha. Autor do livro "As Sensações e as Emoções na Arquitetura”. Escreve no dia 1 de cada mês.