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Sexta-feira, 27 Maio 2022
Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.

Amor com amor se paga!

Falar de amor todos os dias e colocar em prática o cuidado minucioso da arte de fazer amor!

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Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.

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Entre a arte, a percepção e os cinco sentidos…

Somos seres que nascemos sem saber e morremos a aprender.

A arte de amor e o amor…

 

“O amor é uma luz que não deixa escurecer a vida.” Assim pensava Camilo Castelo Branco.

Mas afinal como devemos definir o amor?

O que é verdadeiramente a arte de amar?

É-nos ensinado a amar ou toda a nossa vida vamos aprendendo a amar?

 

Bauman (um sociólogo que atribui ao amor o estado líquido) tem uma visão muito diferente de Camilo Castelo Branco sobre o amor. Bauman defende a volatilidade do amor, um amor que não acompanha o tempo que cronológico continua com o mesmo tempo. Mas nos dias de hoje é como a areia que nos escapa da mão na praia.

 

Queremos o compromisso, mas não a cobrança. Queremos estar com alguém, mas não a responsabilidade que uma relação implica. Assim o amor líquido é aquele amor descartável. Ainda mais, com o advento das redes sociais, uma vida de aparências e a necessidade de sempre ter algo novo, parece que falta espaço para o amor. 

 

E hoje como vivemos o amor?

Qual o tempo e a prioridade de amar?

 

Como mulher e mãe nascida no século passado o amor foi-me ensinado com base no cuidado diário como se de uma planta delicada se tratasse.

 

Depois de ser mãe percebi que o amor consciente não cobra.

 

Tem como base a solidez do cuidado, da dedicação, da partilha, do respeito, da integridade, do espaço, do sonho comum, de um único caminho que nos leva ao mesmo horizonte com o mesmo timing.

 

Aprendi que o amor não pode ser tratado à toa como quem troca de carro ou de telemóvel, como quem se desfaz de coisas antigas ou as substitui por outras quaisquer sem valor só porque estão na moda.

 

Vivemos e trocamos de parceiro porque simplesmente não estamos para aturar nada.

Quando digo nada refiro-me a aceitar cada um como um ser uno.

Ninguém muda a menos que tenha essa necessidade interior.

 

Educamos para a independência, a autonomia, a liberdade sem limites, sem regras.

 

O tempo corre e corremos com ele perdendo até mesmo a noção do tempo.

 

O amor é importante e não apenas o amor romântico. Amor entre irmãos, amor familiar, amor de amigos, amor pelos filhos.

 

O amor é o pilar que sustenta qualquer vida que não queira viver no vazio.

 

O amor preenche a alma, inunda o coração, desembaraça o sorriso, solta os braços para o abraço, faz sentir a respiração e ver o sol no olhar.

 

O amor sustenta a vida.

 

Mas o amor é também um sentimento frágil e cada dia que passa é como se o destruíssemos ainda mais quando não o cuidamos e não o olhamos com o olhar desprovido de expectativas e preconceitos.

 

Hoje em dias de volatilidade de sentimentos desenvolvemos vidas descartáveis e desnecessariamente práticas, onde o amor dá demasiado trabalho e parece um

problema matemático onde é impossível chegar à solução.

 

Paramos de querer resolver o amor na primeira dificuldade de cálculo para ultrapassar cada pequena pedra no nosso caminho.

 

Não queremos a sabedoria da água preferimos tentar não contornar mas arrasar, destruir, matar e passar para outro ciclo.

 

Erro todos os dias nesta aprendizagem de amar e sobre o amor mas nos últimos tempos aprendi a escutar é apenas a ouvir o que me faz somar na arte de amar.

 

A vida é feita de escolhas e é nelas que devemos alicerçar a arte de construir, redefinir, restaurar, cuidar, abraçar e fazer crescer o amor.

 

O verdadeiro amor está talvez na arte do cuidado!

 

Deixamos que o amor perca espaço na nossa vida, mas sem ele jamais seremos completos.

Criemos espaço para amar e com esse amor seremos capazes de destruir barreiras, derrubar muros, aceitar diferenças, limar esquinas, limpar aparas, encontrar rumo, seguir caminhos, alcançar objetivos, terminar guerras, abraçar quem ainda se inicia na arte de amar.

 

Nunca esqueça da lei do retorno!

Semeia amor e não temas a tua colheita.

Talvez não exista medida para dar e para receber.

 

Falemos de amor todos os dias e coloquemos em prática o cuidado minucioso da arte de fazer amor!

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Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.