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Domingo, 28 Novembro 2021
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Desacatos no Parque da Devesa levam a participação na Polícia

Tumulto na sessão de esclarecimento promovida pela Associação Famalicão em Transição.

3 min de leitura
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Famalicão

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A sessão de esclarecimento promovida pela Associação Famalicão em Transição este sábado, 16 de outubro, terminou com a participação de uma queixa na Polícia de Segurança Pública (PSP).

Recorde-se que a sessão de esclarecimento tinha como objetivo informar os famalicenses sobre o processo judicial em curso movido pela Famalicão em Transição contra o Município de Famalicão com o objetivo de reverter a obra em curso da construção do novo CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, a decorrer em terrenos que, até há poucos meses, estavam ocupados pelas hortas urbanas.

A iniciativa estava marcada para decorrer entre as 9h30 e às 12h30 e, ao longo da manhã, diversas pessoas conversaram com os membros da Famalicão em Transição, que estavam no Parque da Devesa a disponibilizar informação e esclarecer dúvidas.

Pelas 11 horas, o grupo foi abordado por um cidadão que bradava contra a iniciativa, dirigindo-se em tom provocatório aos membros da Associação promotora do evento.

Passados alguns instantes, um dos membros da Associação percebeu que o cidadão era Durval Ferreira, sócio fundador do escritório de advogados que representa o Município de Famalicão no processo judicial movido pela Associação Famalicão em Transição.

O facto de ter sido reconhecido não demoveu Durval Ferreira, que continuou com os desacatos, e passou a anunciar pontos da sua longa biografia, como o facto de ter sido vereador na Câmara de Famalicão, na década de 1970, e galardões recebidos no exercício da profissão, etc.

O NOTÍCIAS DE FAMALICÃO, que havia noticiado previamente a realização da iniciativa, estava a acompanhar a sessão de esclarecimento e registou o momento.

Ao perceber que o episódio estava a ser registado, Durval Ferreira exigiu que as imagens fossem apagadas. Diante da resposta negativa da autora das imagens, que informou que estava no local no âmbito da sua atividade profissional, ameaçou processá-la em caso de publicação.

“É inadmissível este tipo de situação. Estamos ou não estamos numa democracia? É um completo absurdo o que aconteceu”, destaca Armindo Magalhães, um dos dirigentes da Famalicão em Transição, acrescentando que esta sessão de esclarecimento foi previamente comunicada à administração do Parque da Devesa e à Câmara Municipal de Famalicão.

“A Constituição assegura aos cidadãos o direito de reunião mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização”, salienta Armindo Magalhães, que fez uma participação à PSP sobre o ocorrido.

Em comunicado publicado nas redes sociais e enviado à comunicação social, a Associação Famalicão em Transição agradece todo o apoio recebido na sessão de esclarecimento e relata a situação ocorrida durante a iniciativa: “Infelizmente durante a manhã tivemos também uma tentativa de intimidação protagonizada pelo Dr. Durval Ferreira. Uma abordagem agressiva e provocadora, em palavras, no tom e linguagem corporal que culminou com ameaças proferidas a um elemento da comunicação social presente no local”.

“Acreditamos que a grande maioria daqueles que não se identificam com os nossos objetivos, também não se revêm neste lamentável episódio e, como nós, defendem uma atitude cordial e uma discussão viva e argumentativa, repugnando comportamentos coercivos e intimidatórios”, acrescenta a Associação.

“Estes são os primeiros passos de uma longa caminhada e precisamos de mobilização e do vosso apoio”, destaca ainda a Famalicão em Transição, apelando à subscrição do Manifesto disponível neste link e que mil famalicenses façam um donativo de um euro para o IBAN: PT50 0045 1280 4028 3963 8046 7 para financiar a ação popular.

NOTA DE DIREÇÃO – A liberdade de imprensa é um direito consagrado pela legislação nacional e internacional garantido ao NOTÍCIAS DE FAMALICÃO e a todos os órgãos de comunicação social e do qual nunca abdicaremos.

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