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Quarta-feira, 26 Janeiro 2022
Tiago Lopes
Tem 21 anos e é estudante de Direito na Universidade do Porto. É apaixonado por política e pela natureza. Ocupa os tempos livres a ler, tocar piano, jogar xadrez e andar de bicicleta.

O 25 que salvou Portugal

Um feriado para festejar a verdadeira razão da nossa liberdade.

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Tiago Lopes
Tem 21 anos e é estudante de Direito na Universidade do Porto. É apaixonado por política e pela natureza. Ocupa os tempos livres a ler, tocar piano, jogar xadrez e andar de bicicleta.

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Com tantos feriados de pouco valor nacionalista, a data mais importante da democracia portuguesa passa desconhecida e pouco ou nada relembrada. Refiro-me, obviamente, ao 25 de Novembro.

Mais importante do que o 25 do mês de Abril é o de Novembro. Isto porque, a bem da verdade, a Revolução dos Cravos quebrou um regime autoritário de direita para fazer subir ao palco um poder autoritário de extrema-esquerda sob o comando do Partido Comunista Português, do Partido Socialista e do MRPP. Claro que disso pouco se fala porque aos derrotados não convém relembrar. Mas, a história é inexorável. Portugal passou do comando de Marcello Caetano para o autoritarismo do Conselho de Revolução.

Partidos como MRPP, PCP e PS faziam rumar Portugal para o “socialismo” na sua vertente pura. O leitor certamente que se recorda do incentivo à ocupação de terras e casas, à nacionalização de empresas e propriedades sem direito a indemnização e dos sucessivos “atropelos” à democracia com um amargo sabor a ditadura. De um extremo para outro. A população não estava particularmente contente com o rumo que o seu país estava a tomar.

Esta período chamou-se de PREC – Processo Revolucionário Em Curso. Começou no 26 de Abril de 1974, teve o seu apogeu no “Verão quente” de 75 e terminou precisamente no dia 25 de Novembro do mesmo ano. O chamado “Verão quente”, que teve início no 1º de Maio, ficou marcado por uma certa anarquia e imprevisibilidade e foi palco de uma enorme tensão entre centro e extrema-esquerda. Entre democracia e ditadura.

Como se pode prever, a democracia venceu. Nesse fatídico dia, sob o comando de Ramalho Eanes, o “Grupo dos nove” viria a dar uma machadada no PREC, no autoritarismo comunista para o qual o país se deixava levar. O “Grupo dos nove” foi um grupo de oficiais das Forças Armadas de Portugal liderados por Melo Antunes e que professavam uma visão moderada e democrática.

Como isto foi um golpe duro nas intenções da esquerda, na qual se incluí o Partido Socialista, tal data foi para sempre esquecida e ignorada. No fundo, é uma data que envergonha os partidos de esquerda que viram, e alguns ainda vêem, na ditadura, no coletivismo socialista, uma via válida.

Por todas estas razões, defendo que esta data devia de ser incluída como feriado nacional para festejarmos a verdadeira razão da nossa liberdade. O 25 de Abril foi um importante passo para a alcançarmos, mas podemos, com certeza, afirmar que esse mesmo passo só terminou no 25 de Novembro.

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Tiago Lopes
Tem 21 anos e é estudante de Direito na Universidade do Porto. É apaixonado por política e pela natureza. Ocupa os tempos livres a ler, tocar piano, jogar xadrez e andar de bicicleta.