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Domingo, 28 Novembro 2021
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Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.

O tempo do relógio!

O conceito de tempo é algo bastante complexo e fascinante. Estamos a perder tempo ou o tempo perde-se rapidamente? Costumo dizer que durmo a correr porque não tenho tempo a perder no meio de uma correria que apelido de vida.

5 min de leitura
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Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.

Famalicão

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Uma luta constante contra o tempo ou por tempo, um tempo que tudo acerta e tudo coloca no seu devido lugar.
Hoje em dia em que gastamos o nosso tempo ou como o gastamos?
O que significa ter tempo?
Será que o tempo realmente existe ou é uma criação humana?
O conceito de tempo é algo bastante complexo e fascinante.
Uma das primeiras formas que usamos para marcar o tempo é a alternância entre o dia e a noite.
Estamos a perder tempo ou o tempo perde-se rapidamente…
A física nada tem a ver com a passagem do tempo.

Tempo Chronos ou Kairós?

Chronos é o senhor do tempo, enquanto Kairós representa o tempo que não pode ser controlado.
Para os gregos antigos, o primeiro significava o tempo cronológico, enquanto o segundo se referia à qualidade do tempo vivido, algo que não pode ser medido através de números.

E o dilema continua no tempo ou na falta dele!
É preciso encontrar a explicação no estilo de vida das sociedades urbanas modernas.

A explicação para a rápida passagem do tempo está diretamente relacionada com o nosso estilo de vida e com a percepção que temos do mundo em constante mudança. Vivemos num ambiente saturado de informação num grau sem precedentes na história da humanidade – na internet, tv e rádio e nas ruas. Afogados nesse turbilhão de informação, temos a impressão de que sobra menos tempo para nós mesmos.
Entretanto, os relógios continuam a marcar o tempo da mesma forma: fisicamente o tempo não se altera.

Talvez a solução para encontrar mais tempo para nós mesmos seja repensar um pouco mais os rumos que a nossa sociedade está a tomar e o que de facto queremos para nós.
– Esta é uma questão que urge ser resolvida; afinal que tempo queremos ter para nós e que rumos deveremos tomar para ter tempo?

Deixo aqui algo comum a todos nós ou a uma grande maioria.
Costumo dizer que durmo a correr porque não tenho tempo a perder no meio de uma correria que apelido de vida.
A vida do João, da Elvira, da Maria, do Miguel, do Pedro…

Toca o despertador quando faltam quinze minutos para as sete horas.
Corro para fazer o pequeno-almoço, levantar a minha filha, preparar o lanche, fazer a minha higiene pessoal, estender a roupa que deixei a lavar durante a noite, dou comida ao cão e certifico-me que está a vaguear pelo quintal.

Entro novamente em casa já a pedir-lhe que se despache que as horas estão a passar, entro no carro em direção à escola pois tenho os minutos contados para que não haja atrasos.

Deixo-a na escola e corro para o escritório, tenho uma agenda cheia de reuniões e vários quilómetros o para fazer entre visitas a clientes.
Vou engendrado a hora de almoço que tento conciliar com a da minha filha para diminuir custos em refeições fora de casa, almoçamos a correr para repetir a correria matutina.

Ao fim do dia apanho-a no centro de estudos e rumamos a casa, que entre as lides domésticas e os trabalhos de casa o tempo vai-se passando, esfumando…
Muitos dias mal tenho tempo para espreitar o jardim e ouvir o chilrear dos passarinhos.
Entretanto está na hora de voltar a dormir a correr, pois o tempo corre e eu corro com ele.

Além de mãe, tento ser pai, dona de casa e trabalhadora…
Só queria aligeirar a agenda diária para ter tempo de me abraçar, abraçar a única coisa que é minha e não é, que é a minha filha.
Tempo para ter tempo para tudo para nada, sem precisar de correr no tempo em que corro sem tempo para tudo e para nada.

E neste tempo de calmaria em que as árvores se despem das suas folhas para enfrentar o tempo de inverno é necessário também deixar no cabide algumas roupagens diárias que nos atiram para a falta de tempo num tempo em que o dinheiro não compra tempo!
Precisamos de encontrar as nossas prioridades aquelas que não se compram, mas se sentem e encontram.

Que o tempo não seja escasso para que não tenhamos tempo de viver, sorrir, abraçar, cuidar, amar, observar, contemplar, mimar, festejar, arrumar ou desarrumar, caminhar, viver cada dia como se fosse não o último, mas único.

Deixemos assim que a brisa da vida nos mostre que o tempo é um bem precioso que nos permite amar intensamente na certeza de viver…

Não existindo dinheiro que compre um Breitling, um Omega, um Rolex ou qualquer outro relógio que no seu lento “tic tac” marque o tempo Kairós, o tempo de tudo e de nada, o tempo que tudo acerta que faz da tempestade brisa, da noite dia, do sonho realidade.

Esse, o tempo do amor, do sonho, da contemplação, da simplicidade o tempo certo no momento certo é apenas o tempo da ocasião, do momento certo sem ano, dia e hora marcado.

É o meu tempo que pode ou não ser o teu tempo, sendo apenas o tempo de cada um, de cada coisa, de cada qual, de cada decisão mesmo sem consciência de tempo…
Aguarda que o que é teu a ti está destinado no tempo que o tempo desconhece…
Aprende a serenamente aguardar o tempo de tudo…
O tempo de nada…
O tempo de cada um.
Simplesmente o tempo do “tic tac” sem hora sem relógio sem geringonça de máquina que o Homem compra consoante o valor do peso do seu tempo…

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Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.
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