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Vila Nova de Famalicão
Domingo, 7 Março 2021
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Perdidos no confinamento

Este é um vírus egoísta que leva qualquer um porque ele reina. E nós em que ficamos? O que aprendemos? O que damos? Onde estamos?

3 min de leitura
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Elvira Maria Costa
Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar. Escreve neste jornal no dia 18 de cada mês.

Famalicão

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Perdidos no meio do ano, no início, no fim do ano.

Perdidos no meio do confinamento entre gritos de medo que nos tolhem a alma, nos ensurdecem, nos petrificam perante o cheiro ténue a morte, a doença que nos torna impotentes.

Assistimos ao declínio social, financeiro, político e pessoal.

Perdemos…

Perdemos por inércia, por politiquice, por desleixo, por confiar ou desconfiar.

Perdem-se

Perdem-se grandes amores

Porque nunca o foram

Ou se esqueceu de os alimentar.

Perdem-se valores

Sentimentos

Perdem-se palavras por inventar ou nunca ditas.

Perdem-se pessoas

Como se fossem objetos

Que nunca mais se procuram.

Esquecem-se no bater lento do relógio

Num tempo já sem tempo

Onde perdido tudo se perde

Sem que nunca mais se volte a encontrar.

Perdem-se

Porque perdidos estão

Quem se perdeu sem norte, sem rumo, sem âncora.

Perde-se para o medo a vida que se revolta no medo da miséria, da doença, da falta de meios, da falta de tudo e de todos, como se todos não fossem tudo.

Hoje rezar quase é pecado

Ir à igreja pouco seguro, ter fé num futuro melhor quase é uma miragem.

Deseja-se

Encontrar quem um dia se perdeu

E na infinitude do horizonte se voltou a encontrar

Porque ainda teve direito à vida.

Será que não conseguimos ver ao longe?

Perceber a resolução do enigma que está na mudança e não no egoísmo impulsivo em arrecadar do ser humano.

Estamos e vivemos com um vírus que ceifa cultos e incultos, ricos e pobres, senhores e senhoras…

Um vírus que não escolhe, que não ama, que não respeita, que não tem valores, que não conhece o calor de um lar.

Este é um vírus egoísta que leva qualquer um porque ele reina.

E nós em que ficamos?

O que aprendemos?

O que damos?

Onde estamos?

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Elvira Maria Costa
Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar. Escreve neste jornal no dia 18 de cada mês.