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Vila Nova de Famalicão
Segunda-feira, 1 Março 2021
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José Augusto Moreira
José Augusto Moreira
Natural de Lemenhe, estudou Direito em Coimbra, único período em que viveu fora de Famalicão, e fez-se jornalista. É um dos fundadores do jornal “Público”. Por cá, frequentou o Liceu e vestiu a camisola do FC Famalicão, nos escalões jovens. Escreve no dia 20 de cada mês.

Presunto ou salsichas. Para onde vai o FC Famalicão?

Em dois tempos o FC Famalicão somou ao êxito desportivo – e financeiro, creio – o respeito e admiração pelo seu projecto. Criou uma marca sólida e com valor, um exemplo que parecia cair como um bálsamo, uma lufada de ar fresco, sobre o ambiente bem pouco apelativo que é a imagem do futebol à nossa maneira.

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José Augusto Moreira
José Augusto Moreira
Natural de Lemenhe, estudou Direito em Coimbra, único período em que viveu fora de Famalicão, e fez-se jornalista. É um dos fundadores do jornal “Público”. Por cá, frequentou o Liceu e vestiu a camisola do FC Famalicão, nos escalões jovens. Escreve no dia 20 de cada mês.

Famalicão

Com menos casos de covid-19, Famalicão tem risco “moderado” de contágio

Segundo o relatório divulgado nesta segunda-feira, dia 1 de março, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), o número de casos de covid-19 em Vila Nova de Famalicão voltou a diminuir. O novo relatório dá conta de 230 novos casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias.

ACIF promove formação para desempregados

Estão abertas as inscrições abertas para o curso de Operador de Distribuição. As aulas serão realizadas em horários laboral.

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A vida da livraria Júlio Brandão foi breve e atribulada, mas intensa. Abalou o mercado livreiro português, pelo arrojo em editar livros políticos de autores marxistas e maoristas, considerados malditos pelo regime do Estado Novo. E abriu portas a jovens investigadores portugueses. Como José Pacheco Pereira.

Doze alunos de Famalicão seguem em frente no Concurso Nacional de Leitura

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Há até uns chavões que se usam para expressar a volatilidade e incerteza que domina o mundo do futebol. Coisas como “um porco a andar de bicicleta” ou “o que hoje é verdade amanhã é mentira”, a querer mostrar que a lógica é sempre uma batata quando se trata do universo do pontapé na bola. Como se fosse um mundo do absurdo, dominado por dinâmicas e mistérios insondáveis.

Mas a verdade, verdadinha, é que não será bem assim. E nem é preciso recorrer aos exemplos dos Cristianos Ronaldos ou da nova geração de coordenadores desportivos e treinadores portugueses, que vêm mostrando mundo fora que com trabalho, método e dedicação, as coisas podem, afinal, ter um sentido lógico e coerente. Claro está, com base em objectivos, conhecimento, capacidade e competência.

E foi assim que se destacou o novo projecto do FC Famalicão. Uma estrutura coerente e organizada, uma ideia e matriz competitiva, e uma postura positiva com que rapidamente conquistou o respeito e admiração dos portugueses. Muito para além do estrito universo do futebol. Ainda por cima com uma comunicação assertiva e reforçada pelo perfil executivo dos seus dirigentes, em absoluto contraste com a confusão a que o futebol tem habituado o país.

Em suma, em dois tempos o FC Famalicão somou ao êxito desportivo – e financeiro, creio – o respeito e admiração pelo seu projecto. Criou uma marca sólida e com valor, um exemplo que parecia cair como um bálsamo, uma lufada de ar fresco, sobre o ambiente bem pouco apelativo que é a imagem do futebol à nossa maneira.

Parecia sólido, pensado e estruturado, mas eis que ao primeiro solavanco tudo acaba num ápice posto em causa. Sim, porque toda a lógica de projecto correspondia à postura de João Pedro Sousa. E nem só pelo seu papel exemplar como treinador. Também porque ao clube cabia uma ideia de jogo muito própria, positiva e afirmativa, que se projectava no futuro. Da equipa principal aos escalões sub-23 e sub-19.

Todos coerentes, com o mesmo estilo competitivo e de interpretação do jogo. E, porque talvez já nem todos se lembrem, convém ter presente que, pela primeira vez na história do clube, a equipa de sub-19 (Juniores) estava em condições de discutir o título nacional quando a competição foi interrompida por efeito da Covid-19.