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Vila Nova de Famalicão
Domingo, 19 Setembro 2021
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João Azevedo
Gosta das ciências e da engenharia. É aluno do Instituto Superior de Engenharia do Porto onde é estudante de Mestrado em Engenharia Química do ramo Energia e Biorrefinaria. É apaixonado pelo desporto, mas principalmente pelo ciclismo. Desde 2013 é atleta federado em ciclismo BTT. É adepto e sócio do FC Famalicão.

Volta a Portugal 2021

O evento deste ano proporcionou-nos níveis elevados de espetáculo. Os ciclistas conseguiram demonstrar que é possível realizar um evento desta envergadura em Portugal e entreter todos, desde os simpatizantes, aos adeptos mais ferrenhos desta modalidade – que acompanharam tanto pela RTP, como pelas estradas de Portugal.

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João Azevedo
Gosta das ciências e da engenharia. É aluno do Instituto Superior de Engenharia do Porto onde é estudante de Mestrado em Engenharia Química do ramo Energia e Biorrefinaria. É apaixonado pelo desporto, mas principalmente pelo ciclismo. Desde 2013 é atleta federado em ciclismo BTT. É adepto e sócio do FC Famalicão.

Famalicão

Candidatos do CHEGA, IL, PAN e PS recebem apoio da liderança nacional em Famalicão

Ao contrário de eleições anteriores, a liderança nacional do PSD e do CDS-PP está ausente da campanha famalicense. Rui Rio participou ontem na campanha eleitoral de diversos municípios no Minho, mas não veio a Famalicão. Francisco Rodrigues dos Santos disse que não foi convidado.

PAN Famalicão apresenta programa eleitoral

O documento é dividido em quatro grandes eixos: Ambiente, Efetivar os Direitos Humanos, Proteção e Bem-estar Animal e Administração Municipal.

André Ventura presente na campanha do Chega em Famalicão

Centenas participaram no jantar com a participação do líder nacional no último dia 15, em Ribeirão.

António Costa dá força a Eduardo Oliveira hoje em Famalicão

Comício com a presença de António Costa realiza-se este sábado à tarde no Parque de Sinçães. Além do secretário-geral do Partido Socialista, outros nomes nacionais do partido têm vindo a Famalicão apoiar a candidatura de Eduardo Oliveira à presidência da Câmara Municipal.
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O mês de agosto para muitos é sinónimo de férias, passar tempo com a família e os amigos enquanto se aproveita o calor que o verão tem para oferecer, porém, para outros, o mês tem outro significado.

O mês de agosto é característico por nos trazer a maior prova de ciclismo a nível nacional, a “Volta a Portugal” em Bicicleta Santander. Este grande evento, aclamada por muitos adeptos ferrenhos como “A Grandíssima”, com duração de 11 dias, onde um pelotão de ciclistas discute o título de melhor ciclista da competição nacional.

Este ano, atípico devido à COVID-19, não nos impediu que existisse muita emoção e drama à mistura entre participantes. Apesar disto, “A Grandíssima” proporcionou-nos níveis elevados de espetáculo, pois os principais intervenientes, os ciclistas, conseguiram demonstrar que é possível realizar um evento desta envergadura em Portugal e entreter todos: desde os simpatizantes aos adeptos mais ferrenhos desta modalidade – que acompanharam tanto pela RTP como pelas estradas de Portugal.

Mais uma edição, e quem partia como o grande favorito era sem dúvida a W52-FC Porto, vencedora de 7 edições dos últimos 8 anos com Amaro Antunes a procurar revalidar o título da Edição Especial de 2020. Com ele, a W52-FC Porto trazia uma armada de excelentes gregários, com João Rodrigues, vencedor de 2019, Ricardo Mestre, Daniel Mestre, Ricardo Vilela e o grande adversário de edições anteriores, Joni Brandão, que assinou em 2021 pela W52-FCPorto.

Dentro dos grandes adversários à geral, temos de destacar a EFAPEL e Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel, estas duas equipas apresentavam, além da W52-FCPorto, as equipas mais fortes. Com Maurício Moreira, António Carvalho, Frederico Figueiredo e Rafael Reis a destacarem-se no lado da EFAPEL e Alejandro Marque, Alexander Grigoryey, Gustavo Veloso e David Livramento na Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel, avizinhava-se uma Volta muito competitiva.

De frisar também o nível internacional do pelotão este ano, que contou com a presença de várias equipas estrangeiras, com o principal destaque a ser dado à Movistar Team, uma equipa de WorldTour, do nível mais alto do ciclismo mundial, 19 anos depois da sua última participação na nossa Volta.

Com partida em Lisboa num contrarrelógio, já se formavam os primeiros favoritos. No entanto o espetáculo desenvolvia-se na 3ª etapa, a primeira etapa rainha com a mítica subida à Torre pelos lados da Covilhã. Nessa etapa, viu-se quem era favorito a ficar no top 10, assim como a lutar pela camisola de líder à geral, com muitos ataques e respostas. O Tavira, depois de um ataque bem-sucedido de Marque a 8 quilómetros do final da etapa, arrecadou a camisola do líder da geral pela primeira vez na edição.

Destaque também a Maurício Moreira que até ganhara algum tempo a Amaro Antunes que, no entanto, levou a uma penalização de 40 segundos, devido ao erro de receber abastecimento a 4km do fim, quando este era proibido.

Seguiram-se então as etapas de média e alta montanha, dando especial enfâse à etapa de terça-feira, dia 10, que acabou no alto da Sra. da Assunção, em Santo Tirso, e que tive o privilégio de assistir ao vivo, que culminou com a chegada de Mason Hollyman, o vencedor do dia, da Israel Cycling Academy e onde tivemos um famalicense a chegar no 3º lugar na etapa e a conseguir vestir a camisola de líder da competição, o grande Daniel Freitas da Radio Popular/Boavista. Todavia, o sabor da derrota ia dominar a equipa portuense, já que na segunda-feira tinham perdido também o famalicense Tiago Machado e João Benta para a covid-19 e na quarta de manhã, Luís Fernandes para mesma doença.

Chegaram os últimos dias e a batalha entre favoritos estava a reacender. Em Fafe, houve drama entre o ciclista Joni Brandão da W52- FCPorto e António Carvalho da EFAPEL, com o ciclista da EFAPEL a bloquear a trajetória do adversário e a levar uma penalização.

A etapa com chegada à Serra do Larouco, em Montalegre, junto à fronteira com vizinha Espanha, levou a mais uma batalha épica entre o grupo dos favoritos, com Maurício Moreira a ganhar tempo aos adversários, Amaro Antunes a vestir pela primeira vez a camisola de líder e Alejandro Marque como derrotado do dia.

De seguida, veio o dia que faz com que Mondim de Basto seja a capital nacional do ciclismo nacional, a etapa com subida à Senhora da Graça, uma subida de extensão de 9km com pendente media a rondar os 8% de inclinação. Previa-se uma batalha entre favoritos e esta começou se apimentar a 52 quilómetros do fim, no início à subida ao Barreiro. Sucessivos ataques entre favoritos, mas sempre com respostas capazes de anular as tentativas de fuga, até que Joni Brandão e Alejandro Marque atacam e conseguem ganhar mais de 30 segundos ao pelotão à chegada da Vila de Mondim de Basto antes de iniciar a subida final. Entre estes dois, Joni Brandão conseguiu manter um ritmo elevadíssimo para se manter longe dos rivais, tendo o ciclista do Tavira voltando para o grupo dos favoritos.

Já quase a terminar, Maurício Moreira aumenta o ritmo, que só o líder da geral consegue responder, e a 2 quilómetros da meta, um erro de Amaro Antunes levou a um ataque que permitiu a Maurício ganhar a liderança de etapa, ultrapassando Joni Brandão, e vencesse o dia para EFAPEL. Avizinhava-se então um último dia cheio de emoções fortes, levando todas as decisões para o contrarrelógio final em Viseu.

O último dia chegou e o calor da emoção aquecia a histórica cidade de Viseu, Maurício Moreira e Amaro Antunes estavam separados entre si por 42 segundos, sendo o ciclista da EFAPEL, o grande favorito do dia a conquistar a liderança já que era um melhor contrarrelogista que o rival.

Nos primeiros 5 quilómetros, já recuperara 19 segundos do tempo que separava do Amaro, porém ao quilómetro 9, Maurício cometia um erro que lhe ia custar a Volta a Portugal. Uma queda feia numa curva atirou-o fora da estrada, quando este vinha a fazer os melhores parciais da prova. Contudo, levantou-se e decidiu ir atras do prejuízo, que acabou por não ser o suficiente, acabando a 12 segundos do vencedor da etapa, o seu colega de equipa Rafael Reis, vencedor da camisola dos Pontos.

Já Amaro, tinha 42 segundos para gerir durantes os 20km e com erro do adversário, este só aproveitou para carimbar a sua terceira vitoria na Volta a Portugal e a revalidação do título, dando à W52-FCPorto, o oitavo título desde 2013.

Uma verdadeira festa portista que se viveu em Viseu, já que este ano, deixaram o melhor para fim. A grande derrotada do dia foi sem dúvida a EFAPEL, pois estava com bons indicações que iam terminar o domínio portista no ciclismo nacional, com 6 vitorias em etapas, uma camisola verde dos pontos e a vitória em geral por equipas.

Quantos aos vencedores, o destaque vai para Amaro Antunes, vencedor da geral e o melhor português em prova, para Bruno Silva, da Antarte-Feirense, vencedor da camisola Continente da Montanha, Rafael Reis da EFAPEL, vencedor da camisola Rubis-Gás dos Pontos e para Abner González da Movistar Team, vencedor da camisola Jogos Santa Casa da Juventude.

Para promessas do futuro, destaque a Pedro Miguel Lopes e Hélder Gonçalves da Kelly/Simoldes/UDO e Carlos Salgueiro da L.A. Alumínios/L.A. Sports, sendo os melhores portugueses na idade sub-23 e que tiveram várias vezes nas fugas das etapas.

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