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Vila Nova de Famalicão
Quarta-feira, 5 Outubro 2022
Luís Paulo Rodrigueshttps://www.luispaulorodrigues.com
Cofundador dos jornais “Cidade Hoje” e “Opinião Pública”. Jornalista de títulos nacionais como “Público”, “O Comércio do Porto” e “Gazeta dos Desportos”. Autor do livro “Comunicação – Riscos e Oportunidades”. É consultor de comunicação e cofundador do projeto NOTÍCIAS DE FAMALICÃO.

Alameda Luís de Camões: árvores abatidas, abandono e ervas daninhas

Só na Alameda Luís de Camões há 13 árvores em falta. A cidade de Vila Nova de Famalicão tem de recuperar rapidamente a capacidade de se renovar diariamente como um espaço amigo do ambiente e da qualidade de vida humana.

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Luís Paulo Rodrigueshttps://www.luispaulorodrigues.com
Cofundador dos jornais “Cidade Hoje” e “Opinião Pública”. Jornalista de títulos nacionais como “Público”, “O Comércio do Porto” e “Gazeta dos Desportos”. Autor do livro “Comunicação – Riscos e Oportunidades”. É consultor de comunicação e cofundador do projeto NOTÍCIAS DE FAMALICÃO.

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Nesta terça-feira, 12 de julho de 2022, o dia mais quente do ano, com temperaturas acima dos 40 graus centígrados, passei pela pequenina Alameda de Luís de Camões – que faz a ligação pedonal entre a antiga igreja matriz de Vila Nova de Famalicão e o Parque da Juventude –, para confirmar com os meus olhos os sinais de degradação da via e do abandono a que está votada pela Câmara Municipal.

Não estou a falar de uma artéria da periferia urbana, mas de uma via localizada bem no centro da cidade e muito frequentada.

Enquanto os seus comerciantes fazem o que podem pelos seus negócios, na via pública o cenário é pouco atrativo com ervas daninhas no lugar de árvores frondosas e bancos que só não torram ao sol porque são feitos de betão ou coisa parecida.

Ervas daninhas em vez de árvores. É caso para perguntar o que andará a fazer o pelouro da Manutenção do Espaço e Equipamentos Públicos.

Por mera curiosidade, e porque a força dos números é sempre incontestável, estive a contar os canteiros destinados a árvores que foram abatidas e que agora estão ocupados por ervas daninhas. E contabilizei 13 árvores em falta, relativamente ao projeto paisagístico inicial, numa rua de apenas 100 metros de comprimento! É muita árvore abatida!…

O mesmo cenário acontece na contígua e histórica Praça 9 de Abril. Ali, duas árvores caíram durante um temporal, em 2015, e nunca mais foram plantadas árvores da mesma espécie. Nem sequer plantaram arbustos daqueles que agora foram espalhados pela Praça D. Maria II e na Praça Mouzinho de Albuquerque, no âmbito da empreitada de milhões que nunca mais acaba. Mais recentemente, abateram outra árvore, deixando o tronco à vista, talvez para mostrarem “a linda obra feita”.

Mais uma árvore recentemente cortada pela raiz na Alameda de Luís de Camões.

Como tem sido regra na cidade de Vila Nova de Famalicão, por cada árvore que é abatida não é plantada uma árvore nova da mesma espécie. Em vez disso, nascem as ervas daninhas. E esse é o problema.

É caso para perguntar o que andará a fazer o pelouro da Manutenção do Espaço e Equipamentos Públicos, cujo trabalho se nota pelo crescimento de ervas daninhas onde antes cresciam árvores.

O desrespeito pela natureza e pela qualidade de vida urbana, e por consequência, pelos famalicenses, é gritante. Às vezes, não sei onde é que os decisores municipais pensam que vão buscar o ar puro que precisam para respirar.

Outro problema reside na notória falta de brio pelo trabalho de embelezamento da cidade, o que indicia laxismo e desinteresse pelo serviço público à comunidade.

É fundamental inverter este caminho. A cidade de Vila Nova de Famalicão tem de recuperar rapidamente a capacidade de se renovar diariamente como um espaço amigo do ambiente e da qualidade de vida humana.

É fundamental que a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão lance no terreno um verdadeiro plano de rearborização da cidade, começando pelas árvores abatidas e não replantadas. Sob pena de ficarmos com o ar cada vez mais bafiento e irrespirável. Começando por aí, já não seria nada mau.

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Luís Paulo Rodrigueshttps://www.luispaulorodrigues.com
Cofundador dos jornais “Cidade Hoje” e “Opinião Pública”. Jornalista de títulos nacionais como “Público”, “O Comércio do Porto” e “Gazeta dos Desportos”. Autor do livro “Comunicação – Riscos e Oportunidades”. É consultor de comunicação e cofundador do projeto NOTÍCIAS DE FAMALICÃO.