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Terça-feira, 27 Fevereiro 2024
Susana Dias
Socióloga, mestre pela Universidade do Minho, pós-graduada em Gestão e Administração em Saúde e apaixonada pela geriatria. É diretora clínica da Oldcare Famalicão.

O impacto das redes sociais na saúde mental das crianças

Aos 13 anos, 9 em cada 10 jovens já utiliza redes sociais. O consumo continuado de ecrãs, particularmente os telemóveis, torna os adolescentes mais impacientes, mais impulsivos e menos capazes de estarem atentos. O acesso precoce fazem com que estejam expostos a conteúdos perigosos.

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Susana Dias
Socióloga, mestre pela Universidade do Minho, pós-graduada em Gestão e Administração em Saúde e apaixonada pela geriatria. É diretora clínica da Oldcare Famalicão.

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Um estudo sobre o impacto das redes socais na saúde mental realizado pela marca Dove inquiriu 1200 jovens e pais em Portugal. Os resultados são preocupantes 86 % dos jovens portugueses admitem estarem viciados em plataformas como Facebook, Instagram ou TikTok. Assim que completam 13 anos, 9 em cada 10 jovens já utiliza redes sociais.

Quando questionados sobre o impacto que as redes sociais possam ter na saúde mental, 9 em cada 10 jovens referem que já foram expostos a publicações tóxicas que incentivam a comportamentos desviantes nomeadamente, restrições/distúrbios alimentares, corpos irrealistas em que admitem que as redes sociais tem poder de mudar a sua aparência. Por outro lado, os pais dos adolescentes assumem-se imponentes para interferirem nessa relação, por mais que reconheçam que isso perturba o desenvolvimento da sua saúde mental.

As redes sociais devem ter supervisão parental, devem ser monitorizadas pelos pais, pois doutra forma apesar de toda a educação que possamos dar estamos a deixá-los expostos ao perigo. O acesso prolongado e ilimitado às redes sociais acaba por ter um impacto prejudicial na saúde mental.

Tendo em conta o impacto negativo que as redes sociais possam ter no autoestima das crianças, todos os pais devem estar em alerta. Por exemplo, mudanças súbitas nos hábitos alimentares, alterações no vestuário, no humor, distanciamento familiar. Deve ser tido em conta pelos progenitores de forma a pedirem ajuda antes que se torne uma dependência grave.

No entanto, é necessário uma mudança de paradigma, regras claras impostas pelos pais, legislação mais apertada das plataformas online mas as escolas tem também de dar o seu contributo no sentido de dar formação, de limitar o uso dos telemóveis e de tornar as redes sociais mais seguras para os adolescentes.

O consumo continuado de ecrãs, particularmente os telemóveis, torna os adolescentes mais impacientes, mais impulsivos e menos capazes de estarem atentos. O acesso precoce fazem com que estejam expostos a conteúdos perigosos. Em Portugal, já se avançou com medidas para proibir e limitar a utilização de telemóveis nas escolas. Porque ao permitirem a utilização de telemóveis nos recreios altera-se os padrões de socialização das crianças tal como a criação de relações saudáveis.

Um estudo como este deixa-nos o coração apertado é como se tivéssemos apanhado uma zona de turbulência no avião. E tal como o doutor Eduardo Sá o diz “as crianças não ganham se tiverem telemóveis cedo demais”. Só se prejudicam se ficarem expostos a conteúdos tóxicos sem supervisão muitas das vezes sentindo-se sozinhas e mais “feias”.

 

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