Livro “A Arte de Ser Boa Pessoa” apresentado este sábado em Famalicão

Obra de Vítor Pinto Basto faz luz sobre a condição de quem cuida das pessoas com demência em Portugal.

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É apresentado este sábado, de manhã, em Famalicão o último livro do jornalista e escritor Vítor Pinto Basto, intitulado “A Arte de Ser Boa Pessoa”. O evento decorrerá no auditório da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, tem início às 11 horas e é promovido pela associação famalicense Casa da Memória Viva (CMV).

Sobre a obra, lançada no mês passado pela Arqueu Editora, falarão Marta Melo, terapeuta ocupacional, e Carlos de Sousa, ex-cuidador informal e presidente da Direção da CMV.

Trata-se de um romance com um enredo construído em torno da vida do livreiro Miguel Maria, que um dia conhece Anik, por quem se apaixona. O seu mundo alterou-se profundamente quando confrontado com uma pergunta da mãe, condicionada pela doença de Alzheimer. Ficou “sem chão”, como refere o autor. “Não és meu filho, pois não? Quem és tu?” – é a interpelação que transforma o resto dos dias de Miguel, que, mesmo assim, “responde com o que faz uma boa pessoa: age com ternura”.

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Com ligações familiares a Vila Nova de Famalicão, Vítor Pinto Basto é sobrinho[1]trineto de Adriano Pinto Basto (1840-1894), abastado comerciante de ourivesaria que chegou a ser vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão nos finais do séc. XIX.

“A Arte de Ser Boa Pessoa” é o sexto livro de sua autoria a ser editado, depois de “O Segredo de Ana Caio” (1996), “Gente que Dói – o conflito basco por quem o vive” (2006), “Morto com Defeito” (2006), “O Rapaz que Queria Aprender a Olhar” (2019) e “AMORaMAR – na festa de uma comunidade” (2021); este último é um trabalho monográfico, produzido em colaboração com o fotojornalista Egídio Santos, que aborda o culto ancestral que as gentes da freguesia piscatória da Afurada, em Vila Nova de Gaia, dedicam a São Pedro.

Nascido no Porto em 1959 e licenciado em Filosofia, Vítor Pinto Basto iniciou, em 1983, a carreira de jornalista, de que voluntariamente se desligou, quando era editor da secção Justiça no “Jornal de Notícias”. Antes, integrou as redações dos jornais “Diário de Notícias”, “A Capital”, “Europeu” e “O Jornal”.

O livro estará à venda na sessão de apresentação do próximo sábado, na Biblioteca Municipal, e poderá ser autografado pelo autor. Parte das receitas então apuradas destinar-se-ão à realização de ações de informação e sensibilização da comunidade famalicense para a problemática da demência e de capacitação de cuidadores e familiares de pessoas com doenças do foro neurodegenerativo.

A Casa da Memória Viva foi criada há cinco anos e tem como propósito essencial a “salvaguarda e valorização da memória na, da e pela comunidade famalicense”. Em conformidade, tem privilegiado as ações de sensibilização e informação da opinião pública local sobre a prevenção e os impactos das formas mais comuns de demência, assim como a capacitação de cuidadores e familiares de pessoas em défice cognitivo. Vem pugnando igualmente pela salvaguarda e valorização da memória identitária de Vila Nova de Famalicão.

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