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Vila Nova de Famalicão
Quinta-feira, 25 Abril 2024
Susana Dias
Socióloga, mestre pela Universidade do Minho, pós-graduada em Gestão e Administração em Saúde e apaixonada pela geriatria. É diretora clínica da Oldcare Famalicão.

Uma visão geral do Vírus Respiratório Sincicial (VSR)

Com sintomas semelhantes aos de gripe comum é uma das principais causas de infeções respiratórias agudas que podem requerer hospitalização.

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Susana Dias
Socióloga, mestre pela Universidade do Minho, pós-graduada em Gestão e Administração em Saúde e apaixonada pela geriatria. É diretora clínica da Oldcare Famalicão.

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O Vírus Respiratório Sincicial (VSR) é uma das principais causas de infeções respiratórias agudas, especialmente em grávidas, crianças jovens, idosos e pessoas com doenças cardiopulmonares ou com o sistema imunitário comprometido.

Pertencente à família Paramyxoviridae, género Pneumovirus, à semelhança de outros vírus causadores de infeções respiratórias, também o vírus sincicial respiratório (VSR) é transmitido através das secreções do nariz ou da boca. O período de contágio começa dois dias antes de aparecerem os sintomas e só termina quando a infeção está completamente controlada.

Após a entrada nas células epiteliais das vias aéreas, o VSR replica-se rapidamente, causando danos diretos às células hospedeiras e desencadeando uma resposta inflamatória. A Organização Mundial da Saúde estima que, no mundo inteiro, se registem anualmente 33 milhões de infeções das vias aéreas inferiores causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças abaixo dos 5 anos, das quais 3,3 milhões implicam internamento.

TRANSMISSÃO

O VSR é transmitido através do contato direto com secreções respiratórias infetadas ou com objetos e superfícies contaminadas. Após a exposição, o vírus geralmente causa sintomas semelhantes aos de gripe comum, como congestão nasal, tosse, febre e dificuldade respiratória. No entanto, em grávidas, prematuros ou com condições médicas subjacentes, a infeção pode levar a complicações graves, como bronquiolite e pneumonia, que podem requerer hospitalização por doença respiratória aguda.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico do VSR é frequentemente baseado na apresentação clínica dos sintomas, mas testes laboratoriais, como a deteção de antígenos (PCR), podem ser realizados para confirmar a infeção. A radiografia torácica pode ser usada para procurar indícios de pneumonia ou identificar complicações pulmonares associadas ao VSR.

PREVENÇÃO

Medidas preventivas, como a lavagem frequente das mãos, a evitar o contato próximo com pessoas doentes e a limpeza regular de superfícies, são fundamentais para reduzir a propagação do vírus, especialmente durante os meses de pico sazonal. As crianças em maior risco de doença devem ser resguardadas, evitar o contacto com pessoas doentes, as suas mãos devem ser bem lavadas com frequência, deve evitar tocar-se nas suas faces com as mãos não lavadas e o tempo que passam na creche deve ser reduzido, especialmente durante a época de maior circulação do vírus.

Atualmente, não há vacina disponível para prevenir a infeção por VSR, e o tratamento é principalmente focado no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. O VSR continua a ser um importante desafio de saúde pública, destacando a necessidade contínua de pesquisa para desenvolver estratégias eficazes de prevenção e tratamento contra este vírus respiratório.

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Socióloga, mestre pela Universidade do Minho, pós-graduada em Gestão e Administração em Saúde e apaixonada pela geriatria. É diretora clínica da Oldcare Famalicão.