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Vila Nova de Famalicão
Sábado, 31 Julho 2021
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Uma grande falta de respeito pelos famalicenses

Os famalicenses não são tidos nem achados sobre aquilo que está a acontecer na sua cidade. Isto é gozar com quem vive e trabalha no centro da cidade. E uma grande falta de respeito pelos famalicenses.

3 min de leitura
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Famalicão

Os famalicenses têm o direito à verdade e não à manipulação

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A partir desta quinta-feira, 22 de julho, e pelo prazo de “previsivelmente 30 dias”, as ruas Adriano Pinto Basto e Santo António, no centro de Vila Nova de Famalicão, fecham ao trânsito por razões relacionadas “com a intervenção em curso de renovação e requalificação do Centro Urbano”.

A Câmara Municipal não avisou inquilinos ou proprietários. Ignorou-os por completo. Um mês não é pouco tempo. Pelo contrário, um mês sem trânsito nas principais ruas de um centro urbano caótico, que sofre há tempos com tantas obras, pode ser até fatal para alguns estabelecimentos comerciais. Mais a mais em tempos de pandemia.

“Vai ser o caos” é a frase que tem sido ouvida por quem, diariamente, frequenta o centro da cidade para trabalhar e sabe da importância fundamental dessas duas ruas – ainda mais quando várias outras artérias estão com acesso cortado ou condicionado.

Uma semana antes do fecho dessas ruas ao trânsito, a Câmara Municipal enviou um comunicado aos jornais. O NOTÍCIAS DE FAMALICÃO solicitou à autarquia informação sobre a exata natureza das obras, mas, até ao momento, não obtivemos resposta.

Não há nenhuma informação na página do município da Internet, nem nas redes sociais da autarquia – como é feito comumente com a divulgação de inúmeras iniciativas e acontecimentos, ou com a divulgação de notícias pagas pela própria autarquia.

No local das ditas obras, não existe nenhuma informação sobre o que vai ser feito. Muito menos sobre os custos ou quem é responsável pela execução das mesmas.

Isto é gozar com quem vive e trabalha no centro da cidade. E uma grande falta de respeito pelos famalicenses.

A verdade é que seria surpreendente que houvesse informação sobre os motivos do encerramento de mais duas ruas, já que estamos cercados de muitas outras obras sem nenhuma informação. E são obras, ao que dizem os contratos, de muitos milhões de euros.

Há cerca de um ano vivemos numa cidade puzzle, em que passamos de uma zona em obras para outra zona em obras, sem saber bem onde começa uma empreitada e começa a outra. Sem saber o que esperar em termos de resultados, sem expetativa de duração, de custos, de nada…

Os famalicenses não são tidos nem achados sobre aquilo que está a acontecer na sua cidade. E são sistematicamente ignorados. E, aparentemente, parecem aceitar resignados este fado destruidor da nossa memória coletiva.

Há meses, um jornal local noticiava: “Revelada finalidade da estrutura em betão que está a ser construída na Praça D. Maria II.” Ao ler a notícia ficamos a saber que a estrutura em betão, que estava “a suscitar muita curiosidade”, será o futuro espaço para o quiosque da Praça D. Maria II e para as casas de banho públicas, etc.

Alguém acha normal que os famalicenses precisem de andar curiosos sobre o que é feito na sua terra? Numa democracia saudável a sociedade famalicense seria, não apenas informada, mas também consultada.

Poderia escrever ainda sobre o facto de a cidade estar a ficar descaracterizada… No entanto, a perda de características, traços e memórias será objeto de texto próprio, com a atenção que o assunto merece.

É urgente uma mudan