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Vila Nova de Famalicão
Domingo, 9 Maio 2021
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Xavier Ferreira, presidente da ACIF. “Sou contra o abate de árvores.”

As várias empreitadas lançadas pela Câmara Municipal de Famalicão ao mesmo tempo no centro da cidade, o abate massivo de árvores, a covid-19 e a campanha de Natal. Temas quentes abordados com frontalidade pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão (ACIF), Fernando Xavier Ferreira, em entrevista ao NOTÍCIAS DE FAMALICÃO.

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As várias empreitadas lançadas pela Câmara Municipal de Famalicão ao mesmo tempo no centro da cidade, o abate massivo de árvores, a covid-19 e a campanha de Natal. Temas quentes abordados com frontalidade pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão (ACIF), Fernando Xavier Ferreira, em entrevista ao NOTÍCIAS DE FAMALICÃO.

O presidente da ACIF considera que as obras de reabilitação urbana vão “tornar a cidade mais atrativa, sustentável”, mas critica o “timing” da sua realização.

Confirma, entretanto, que nas sessões de apresentação dos projetos de reabilitação da Praça de D. Maria II e do antigo campo da feira, a Câmara Municipal nunca falou em abate massivo de árvores. “A questão do abate de árvores, e sendo o mais claro possível, nunca foi abordada”, afirma.

Consciente da “revolta dos cidadãos” por causa do abate das árvores, grande parte delas com muitas décadas, Xavier Ferreira também se afirma contra esse abate, mas confessa que “é o preço a pagar pelo progresso e modernização do centro da cidade”.

Fernando Manuel Xavier Ferreira nasceu em Vila Nova de Famalicão em 23 de junho de 1968. Vindo de uma família numerosa, com mais cinco irmãos, é casado e pai de um filho. É economista, licenciado pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

É sócio-gerente, há mais de 20 anos, das empresas famalicenses Ramos Carneiro & Ferreira e Optimínio – Gestão e Administração de Imóveis.

Xavier Ferreira é presidente da Associação Comercial e Industrial de Famalicão (ACIF) desde 2015, cumprindo atualmente o seu segundo mandato. Mas já pertence à instituição desde 2008, onde começou como secretário.

“As intervenções previstas vão tornar a cidade mais atrativa, sustentável e melhor para a vivência de cada um de nós, seja na vertente de lazer, mas também noutras vertentes como a habitacional ou a comercial.”

NOTÍCIAS DE FAMALICÃO – O que é que a Associação Comercial e Industrial de Famalicão pensa do facto de a Câmara Municipal ter lançado um conjunto de obras ao mesmo tempo no centro da cidade, nomeadamente na Praça D. Maria II, no mercado, no antigo campo da feira e no Parque 1º de Maio?

FERNANDO XAVIER FERREIRA – A ACIF nunca estará contra o progresso e aquilo que considera ser uma melhoria do centro da cidade. Serão um conjunto de intervenções que irão transformar de forma significativa a dinâmica do centro urbano e como tal são sempre bem-vindas. Podemos discordar em algumas situações pontuais, que consideramos possam ser prejudiciais para as dinâmicas económicas e comerciais, mas no seu todo, estas intervenções irão trazer maiores ganhos futuros para a cidade e para todos os famalicenses, em geral. As intervenções previstas, e já em andamento, vão tornar a cidade mais atrativa, sustentável e melhor para a vivência de cada um de nós, seja numa vertente mais de lazer, mas também noutras vertentes importantes como a habitacional ou a comercial.

“A questão do abate de árvores, e sendo o mais claro possível, nunca foi abordada diretamente. Seja por não ter sido mencionado o assunto por parte do Município, seja também por ninguém ter questionado especificamente sobre a situação.”

NOTÍCIAS DE FAMALICÃO – Pensa que as obras deveriam ter obedecido a outra calendarização, de modo a prejudicar o menos possível a atividade comercial?

FERNANDO XAVIER FERREIRA – A questão da crise provocada pela pandemia coloca todos os comerciantes numa situação complexa e fazer esta intervenção numa época que poderia ser de recuperação para o comércio, como é o Natal, claro que não é do agrado de ninguém. O timing não é o melhor, a calendarização poderia ser outra, mas a informação que o Município nos deu foi que não poderiam realizar as obras noutra altura, em virtude de questões contratuais. Obviamente que a ACIF tem uma opinião desfavorável em relação à altura escolhida para o início destas obras e pela nossa parte teriam iniciado apenas em janeiro. Opinião essa que foi dada no momento oportuno e a quem de direito.

“O timing [da realização das obras] não é o melhor, a calendarização poderia ser outra, mas a informação que o Município nos deu foi que não poderiam realizar as obras noutra altura, em virtude de questões contratuais.”

NOTÍCIAS DE FAMALICÃO – Como é que se processou o diálogo entre a Câmara Municipal de Famalicão e os comerciantes no âmbito da definição dos projetos de reabilitação urbana?

FERNANDO XAVIER FERREIRA – O diálogo entre a Câmara Municipal de Famalicão e a ACIF, que representa uma boa parte dos comerciantes da cidade, foi feito de forma transparente, à semelhança do que acontece com muitos outros assuntos. Alguns associados da ACIF solicitaram informações sobre este projeto de reabilitação e nesse seguimento foi marcada uma sessão pública para esclarecimento das dúvidas e questões existentes. Portanto, não houve qualquer falha de comunicação e tudo decorreu dentro da normalidade.

NOTÍCIAS DE FAMALICÃO – Concorda totalmente com os projetos de reabilitação urbana em curso ou teria sugestões a fazer à Câmara Municipal?

FERNANDO XAVIER FERREIRA – Há uma expressão que se utiliza muito que diz que “cada cabeça, sua sentença”. Os projetos de reabilitação urbana foram públicos, apresentados aos cidadãos e dando-lhes a possibilidade de ter uma voz ativa sobre os mesmos. As sugestões que tinha a fazer, fi-las em momento oportuno e no devido local, sendo certo que não faria tudo exatamente igual ao que está projetado, mas também não faria alterações muito significativas ao que foi delineado. Agora, acho que seria dif