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Vila Nova de Famalicão
Segunda-feira, 17 Junho 2024
Carlos Folhadela Simões
Formado em Ciências Farmacêuticas, é professor do Ensino Secundário. Cidadão atento e dirigente associativo.

A primeira luz

É prodigiosa a forma como se está a ver o que nunca se viu antes e seguramente a descobrir o agora desconhecido.

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Carlos Folhadela Simões
Formado em Ciências Farmacêuticas, é professor do Ensino Secundário. Cidadão atento e dirigente associativo.

Famalicão

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Iniciativa decorre de 17 de junho a 12 de julho.

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  1. James Webb foi um militar e político dos Estados Unidos e que desempenhou funções relevantes na NASA, durante o mandato de J. F. Kennedy. Foi em homenagem a esta personalidade que coordenou o programa Apollo que, em 2002, o Next Generation Space Telescope (NGST) foi renomeado para Telescópio Espacial James Webb.

Este telescópio tem a missão de substituir o lendário Hubble. Este, lançado em 1990 e colocado acima da camada atmosférica, longe de distorções e de poluição luminosa, permitiu a colheita de forma cristalina de mais de 1,5 milhões de observações. Capturou locais a mais de 13,4 biliões de anos-luz da Terra. Operava sobretudo na faixa que se entende do ultravioleta ao infravermelho próximo. Registou e observou diversos fenómenos entre os quais se contam um cometa a colidir com Júpiter e a descoberta de luas em torno de Plutão.

O James Webb é um “up grade” do Hubble. É o seu grande sucessor. Irá trabalhar em maiores comprimentos de onda (infravermelho) para conseguir “ver” mais longe.

No Natal de 2021 foi lançado no espaço a partir do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa. A 7 de julho deste ano foram divulgadas as primeiras imagens por ele captadas. O mundo e a comunidade científica viram “a primeira luz”. É assim que os astrónomos designam as primeiras imagens captadas por um telescópio na Terra ou no espaço.

Esta primeira luz do James Webb teve honras de ter sido anunciada pelo Presidente Joe Biden.

É prodigiosa a forma como se está a ver o que nunca se viu antes e seguramente a descobrir o agora desconhecido.

A primeira imagem, denominada como o primeiro campo profundo de Webb, é um aglomerado de galáxias SMAC 0723 e apresenta detalhes nunca vistos. A imagem mostra o aglomerado de galáxias SMACS 0723 como apareceu há 4,6 biliões de anos. Esta é, até ao momento, a imagem infravermelha mais profunda e nítida do universo distante.

As outras quatro imagens não são menos surpreendentes.

A atmosfera de um planeta gigante gasoso (WASP-96b) orbitando uma estrela distante parecida com o Sol, revela a presença de água. O Hubble, após a análise da atmosfera de vários exoplanetas, só em 2013 detetou a presença clara de água. Esta constatação do Webb é um salto significativo na caracterização de planetas potencialmente habitáveis.

Imagens da morte de uma estrela, neste caso a NGC 3132, conhecida informalmente como Nebulosa do Anel Sul. Ao morrer, lança para o espaço, como uma bola de sabão, toda a sua atmosfera. Permitirá uma investigação mais detalhada sobre nebulosas planetárias que resultam de gás e poeiras expelidas por estrelas moribundas.

Imagem do Quinteto de Stephan, um conjunto de galáxias, que permitirá testemunhar a fusão e as interações entre elas.

Imagem da NGC 3324 da nebulosa Carina que revela pela primeira vez áreas previamente invisíveis de nascimento de estrelas. A este propósito, de realçar que uma das astrofísicas presentes, apontando um pormenor da imagem disse: “Vemos pormenores de estruturas que nem fazemos ideia o que são. A sério, o que é isto aqui?”.

Será esta análise com um detalhe sem precedentes de objetos mais distantes, alguma vez observados, que se torna desafiadora.

São novos mundos que se abrem ao Mundo!

  1. Que seca” e “Basta de remendos…até à gota final!…” foi como intitulei os artigos que escrevi em fevereiro e junho deste ano. A seca já espreitava e aqui expus a minha preocupação, deixando alguns apontamentos para a aparente serenidade de alguns responsáveis.

É, pois, altura de parabenizar o executivo, na pessoa do responsável pelo Ambiente, pelas eficazes medidas tomadas para mitigar o flagelo que nos assola.

Poupar 63 mil metros cúbicos de água com a desativação dos sistemas de rega automática revela-se, pelos números apresentados, uma medida eficaz, sustentável e, sobretudo, consciente.  Adicione-se-lhe a alteração do paradigma da alteração da cobertura vegetal dos espaços públicos com a aposta em plantas autóctones e prados de sequeiro, com a concomitante descida das necessidades hídricas e, o quadro roça a perfeição. E, antes que surgissem críticas ao aparente abandono desses espaços, eis que foram afixadas placas com informações explicitas.

Já aqui tinha referido o impacto dos slogans utilizados na campanha de sensibilização e divulgados nos outdoors. Creio ser útil pensar numa campanha impactante, na comunidade escolar, já no início do ano letivo: o correto e eficiente uso da água nos espaços escolares, nos balneários com a consequente transposição para o quotidiano dos alunos.

Por último, fico a aguardar com expetativa, a divulgação dos resultados do esforço empreendido para minimizar a perda de água na rede de distribuição do concelho.

Os famalicenses agradecem!

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Carlos Folhadela Simões
Formado em Ciências Farmacêuticas, é professor do Ensino Secundário. Cidadão atento e dirigente associativo.