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Segunda-feira, 21 Junho 2021
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Contra despesismo da gestão PSD-CDS, candidatos liberais exigem melhor investimento e qualidade de vida

Iniciativa Liberal apresenta candidaturas à presidência da Câmara e da Assembleia Municipal. Candidatos prometem ir na contramão daquilo que consideram ser a governança da coligação PSD-CDS: ausência de ideias, obras supérfluas, elevada carga fiscal e falta de transparência.

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Famalicão

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A Iniciativa Liberal de Famalicão apresentou neste domingo os cabeça de lista às eleições autárquicas num evento que contou com a presença do líder nacional, o deputado João Cotrim de Figueiredo.

Carlos Figueiredo, coordenador da Iniciativa Liberal em Famalicão apresentou os candidatos perante as dezenas de militantes e apoiantes que compareceram ao evento no Parque da Devesa.

O médico José Bilhoto é o candidato à presidência à Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. José Bilhoto é filho de Zélia Bilhoto, uma das protagonistas da história do CDS em Vila Nova de Famalicão e antiga deputada do partido na Assembleia da República.

Inês Brandão, jurista, é a candidata à Assembleia Municipal. A candidata tem 23 anos, está a concluir um mestrado em Direito e inicia agora o seu percurso político.

UM CONCELHO ESTAGNADO

Com experiência profissional em Portugal, França e Espanha, o famalicense José Bilhoto explica que aceitou o desafio de ser candidato à Câmara Municipal porque tem notado “alguma estagnação no concelho e uma ausência de ideias que mobilizem os famalicenses”.

José Bilhoto considera que “a grande bandeira da atual gestão camarária, e também o maior sinal de desgaste e de falta de ideias na gestão dos destinos de Famalicão, são as obras que se estão a fazer no centro da cidade”. E cita dois exemplos de “obras que mais parecem rondar o supérfluo e um certo luxo que não justificam”.

A nova Praça-Mercado “tão cara e tão abundantemente publicitada, mais não passa que de uma intervenção cosmética de uma obra com quase 70 anos de existência”, acrescentando que “poucas são as novas valências que não pudessem ser acrescentadas com custos melhor toleráveis para os bolsos dos contribuintes”.

A zona envolvente da Praça D. Maria II e da Fundação Cupertino de Miranda “cuja estética era um dos ex-libris da cidade e que há não muito tempo havia sido intervencionada, verá substituído o pavimento de ‘calçada à portuguesa’ por uns monolíticos blocos de granito”, critica o candidato, lamentando que tal ocorra “quando se pretende classificar a ‘calçada à portuguesa’ como Património Cultural Imaterial”.

Na opinião de José Bilhoto podia-se “ter aproveitado a ocasião, e evitar os custos excessivos, para acrescentar facilidades de estacionamento no centro da cidade, com parques subterrâneos, tanto na Praça D. Maria II como no antigo Campo da Feira, facilitando o acesso ao centro da cidade”.

O candidato lamenta ainda o estado de conservação de alguns arruamentos e passeios na cidade e nas freguesias, bem como o facto de ainda existir freguesias que não disponham de serviços básicos como saneamento.

José Bilhoto lista como prioridades a habitação, o ordenamento do território, a educação, o ambiente e a mobilidade.

REDUZIR A CARGA FISCAL

Citando a “capacidade e vitalidade económica” de Famalicão, alicerçado em factos como ser o 3º concelho do país em valor de exportações e o 10º em importações, além do grande e variado tecido industrial existente no município, José Bilhoto questiona se “o esforço da gente trabalhadora e empreendedora de Famalicão se traduz numa qualidade de vida de acordo com esse esforço e com as suas legítimas expectativas”.

Referindo Famalicão como “um dos concelhos a nível nacional que tem taxas mais elevadas de impostos”, José Bilhoto afirma que as “as pessoas devem estar no centro das atenções, mais do que nunca, até pelo momento presente que estamos a viver, como consequência da pandemia que a todos aflige, sem esquecer os comerciantes e as empresas, dando-lhes incentivos para que possam rentabilizar os seus negócios e os seus investimentos”.

Nesse sentido, afirma que, se eleito, a primeira medida será reduzir a taxa municipal de participação no IRS de 4,5% para taxa mínima de 0%. Além disso, “gradualmente” irá reduzir o Imposto Municipal sobre Imóveis e a derrama de IRC.

Inês Brandão exige “mais transparência” e promete fazer “verdadeira oposição” na Assembleia Municipal. Fotografia DR/JOÃO RAMALHO

MAIS TRANSPARÊNCIA E MELHOR OPOSIÇÃO

Assumindo-se como parte de “um projeto político promissor que surgiu como uma voz de revolta à má saúde política famalicense”, Inês Brandão é a candidata da Iniciativa Liberal à Assembleia Municipal.

Inês Brandão se compromete “a levar a cabo um mandato diferente” e “ser a verdadeira oposição, que não se curva perante os donos disto tudo”.

Em referência ao “reinado” da coligação PSD-CDS na Câmara e na Assembleia Municipal, a candidata critica o despesismo da atual gestão municipal, citando como exemplos “despesas com obras, ações e medidas que não trazem qualquer benefício aos cidadãos e às empresas famalicenses”.

A candidata destacou que a Assembleia Municipal é o órgão que tem como função não só de legitimar, mas principalmente, de controlar e limitar o poder do executivo, acrescentando que “basta desta conivência e compadrio vivido na vida política famalicense” e criticando também aquilo que considera a “subjugação da oposição ao poder maioritário”.

“E, se ninguém o faz, pois bem, estou aqui eu para o fazer, pelo município e por todos os famalicenses que merecem alguém que não ceda às forças do poder e que seja capaz de reprovar, tudo o que não seja para o melhor dos famalicenses”, afirma Inês Brandão.

Afirmando que “só a transparência trará maior fiscalização do poder”, a candidata liberal exige ainda “uma maior transparência de todas as decisões que são tomadas na Assembleia Municipal”, apontando soluções como mais simplicidade no acesso às reuniões, maior divulgação da hora e da data das reuniões da Assembleia nas várias plataformas e redes sociais do município, “pois essas não podem ser apenas utilizadas para publicidade de obras, como é o caso mais flagrante a da Praça”.

“Os famalicenses têm direito a serem informados de tudo o que se decide, pois são eles os diretamente beneficiários ou prejudicados”, destaca Inês Brandão.