7.9 C
Vila Nova de Famalicão
Terça-feira, 27 Fevereiro 2024
Sandra Pimenta
Residente em Ruivães, é uma defensora dos direitos humanos e ativista pelos animais e ambiente. Tornou-se vegetariana em 2005 e vegana em 2010. É porta-voz da comissão política concelhia de Famalicão do partido Pessoas Animais Natureza (PAN) e membro da comissão política distrital e nacional.

Fast

"Fast food", "fast fashion", tudo é rápido e nada se guarda.

2 min de leitura
- Publicidade -
Sandra Pimenta
Residente em Ruivães, é uma defensora dos direitos humanos e ativista pelos animais e ambiente. Tornou-se vegetariana em 2005 e vegana em 2010. É porta-voz da comissão política concelhia de Famalicão do partido Pessoas Animais Natureza (PAN) e membro da comissão política distrital e nacional.

Famalicão

Rotary Club de Famalicão comemora o seu aniversário com a visita do governador

Clube famalicense comemora o 54 anos de existência.

MEDIUM comercializa 38 apartamentos junto ao Parque da Cidade da Póvoa de Varzim

Apartamentos deverão estar concluídos no final de 2025.

Agrupamento Terras do Ave reforça aposta na programação e robótica

Agrupamento tem escolas em 10 freguesias do concelho.

“Segundo a SIBS, a empresa gestora do sistema Multibanco, foram gastos mais 12% na chamada “Sexta-feira negra” do que no ano passado e mais 14% em toda a semana”, em Portugal.

“UNESCO sugere “Blue Friday” a favor dos oceanos como opção à consumista “Black Friday”

“Green Friday? Zero pede plantação de árvores na Black Friday contra consumo excessivo”

Estes são alguns títulos com que as notícias recentes nos brindam. Uma tendência para o aumento do consumismo e mais um alerta de que existem prioridades mais importantes, nomeadamente para a nossa própria sobrevivência.

Das várias pesquisas possíveis, há uma que me deu o seguinte significado para consumismo: “o consumismo é uma doutrina sociocultural e uma crença que propõe a aquisição de bens materiais como única forma de satisfação pessoal e que distingue as pessoas com base na sua maior ou menor capacidade de consumo.”

Mas será que isto quer dizer que estamos a tentar compensar através de bens materiais aquilo que nos falta a nível emocional? Talvez.

O que é certo é esta tendência ter impactos nefastos no meio ambiente, nos recursos que são gastos para esta produção desenfreada de bens onde o “fast” é a moda.

“Fast food”, “fast fashion”, tudo é rápido e nada se guarda. E, no entanto, se todo o planeta consumisse como os portugueses, os recursos naturais à nossa disposição teriam terminado já em maio!

Obviamente que o aumento da população mundial significa uma necessidade maior de produção, mas essa produção deve assentar em princípios sustentáveis que, em articulação com políticas e campanhas para um consumo consciente, permitam uma mudança de paradigma na forma como se percecionam os bens materiais. E não nos esqueçamos que também as sociedades ditas subdesenvolvidas têm direito a melhorar as suas condições mais básicas de uma vida condigna.

Os vários movimentos de sensibilização para redução do consumo como por exemplo, o movimento Zero Waste Youth Portugal, cujo objetivo é apelar a uma mudança de hábitos e a um repensar de escolhas, ainda são pequenas gotas neste oceano de tubarões do marketing.

Daí, torna-se imperioso que os diferentes atores, desde o legislador ao consumidor final, atuem de forma concertada a proteger a nossa casa comum.

 

________________________________________________________________________

Os artigos de opinião publicados no Notícias de Famalicão são de exclusiva responsabilidade dos seus autores e não refletem necessariamente a opinião do jornal.

Comentários

Sandra Pimenta
Residente em Ruivães, é uma defensora dos direitos humanos e ativista pelos animais e ambiente. Tornou-se vegetariana em 2005 e vegana em 2010. É porta-voz da comissão política concelhia de Famalicão do partido Pessoas Animais Natureza (PAN) e membro da comissão política distrital e nacional.