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Vila Nova de Famalicão
Segunda-feira, 4 Julho 2022

Assaltos, vandalismo e insegurança. Que presente e futuro para Famalicão?

O quotidiano tem sido de acidentes, assaltos, vandalismo e insegurança. Se as pessoas se afastarem da cidade, o que será do comércio local?

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Famalicão

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Ou quem manda na Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão sai dos gabinetes e vem para as ruas ver o que se tem passado nos últimos tempos, ou o pessoal do marketing municipal vai precisar mudar o slogan “É bom viver aqui”.

Na verdade, o slogan que procura dar uma boa imagem do nosso lugar está cada vez mais distante da realidade. E são muitas as razões geradoras de insegurança.

ASSALTOS, ASSÉDIOS E VANDALISMOS

O número de assaltos e atos de vandalismo que tem ocorrido nos últimos tempos é revelador da mudança que, literalmente, tomou Famalicão de assalto. Assaltos juntos a cemitérios, parques e praças. Há relatos de jovens assediadas no Parque da Devesa, furtos a carros no estacionamento do parque, assaltos junto a cemitérios e praças, mobiliário urbano e parques vandalizados.

Numa cidade escura e vazia não seria de esperar um cenário muito diferente. Tanto mais que falta policiamento em Famalicão. Tanto da Polícia de Segurança Pública como da Polícia Municipal, cujos agentes andam ocupados com tarefas burocráticas.

Ter dois polícias municipais a passar de bicicleta a meio da tarde num dia de semana não significa um policiamento seguro. O policiamento não deve ser reativo. Deve ser, antes de mais, preventivo. Isso significa ter policiamento em todos os espaços e não apenas nas artérias centrais, todos os dias, e não apenas no período comercial. E sem esquecer os fins de semana. Os períodos de maior risco são justamente os horários com menor fluxo de pessoas (ou seja, sem escola, nem comércio).

Os relatos de assaltos abundam e o clima de insegurança é cada vez mais latente. Uma família foi caminhar no Parque da Devesa e ao voltar ao estacionamento tinham furtado a carteira e demais bens pessoais que estavam dentro do carro. Apresentaram queixa. Uma senhora foi assaltada no cemitério municipal, em Gavião. Apresentou queixa. São alguns exemplos que mostram que as autoridades estão cientes do clima de insegurança em que vivemos.

Há dias, o presidente da Câmara partilhou uma fotografia de uma peça de mobiliário urbano vandalizada na Praça D. Maria II. Na véspera, a menos de 100 metros da referida peça de mobiliário, vi um senhor ser coagido a dar dinheiro por alguém que meteu quase metade do corpo dentro do seu carro e estava visivelmente alterado (se por álcool ou drogas, não soubemos.)

O Parque da Devesa tem um serviço de segurança privada pago a peso de ouro por todos os famalicenses. O último contrato com a empresa fornecedora do serviço, com a duração de 1095 dias, foi assinado em 11 de dezembro de 2020, no valor 940 mil euros (IVA incluído). Ou seja, pagamos a módica quantia de 858 euros por dia só em segurança privada do Parque da Devesa! E os famalicenses que vão ao parque correm o risco de ficar sem o carro…

Além da segurança privada em muitos equipamentos municipais, o efetivo da Polícia Municipal tem 30 polícias.

Por que razões, então, esta sensação de abandono que os famalicenses estão a sentir?

Fica a sugestão: a criação de postos de observação em espaços como o antigo campo da feira, a Praça D. Maria II e a Praça 9 de abril (onde recentemente um dos bancos foi arrancado para servir de obstáculo para os skatistas).

INSEGURANÇA RODOVIÁRIA

O número de acidentes automobilísticos e de atropelamentos também assusta. Na Avenida do Marechal Humberto Delgado nasceu uma lomba para obrigar à redução de velocidade. Ajudaria se as passadeiras que têm mudado de lugar por causa das obras fossem melhor sinalizadas e mais acessíveis aos peões.

Esta semana houve mais um acidente no cruzamento da Avenida 25 de abril (onde se localiza o Centro de Saúde) com a Rua António Sérgio (rua da PSP). Mais uma razão para perguntar: quando é que os semáforos ali instalados começam a funcionar? Os semáforos ali plantados deixam os condutores ainda mais confusos.

E não são os únicos semáforos instalados sem que se saiba quando vão começar a funcionar. Também os há na Rua Barão da Trovisqueira, junto da Escola D. Sancho I (outro ponto de tensão e risco de acidentes constante) e na Avenida do Brasil (junto à biblioteca).

Há quem se diga bem informado por ter bons contactos e que os semáforos ficam prontos quando a ciclovia estiver em pleno funcionamento. Se isso for verdade (não se sabe, já que a informação sobre as ciclovias – assim como de outras obras – nunca foi verdadeiramente apresentada e discutida com os famalicenses) é pena que estejam a pensar apenas na segurança dos ciclistas e descurando peões e automobilistas.

Se as pessoas se afastarem (ainda mais) da cidade (por causa da falta de estacionamento, das obras sem fim, da insegurança) o que será do comércio local?

 

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