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Quinta-feira, 25 Fevereiro 2021
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Cristina Santos, líder demissionária do PSD-Ribeirão. “É impensável escolher um candidato sem ouvir os militantes”

O NOTÍCIAS DE FAMALICÃO falou em exclusivo com Cristina Santos, a líder do PSD de Ribeirão, que se demitiu por se sentir “usada” e considerar “impensável escolher um candidato sem ouvir os militantes”.

5 min de leitura
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Famalicão

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Ex-líder do PSD Cristina Santos é candidata independente à Junta de Ribeirão

Cristina Santos, ex-líder do PSD de Ribeirão, revela ao NOTÍCIAS DE FAMALICÃO que será candidata independente à presidência da Junta. Uma candidatura contra "os interesses instalados" e "para todos os ribeirenses". É uma cisão no maior núcleo laranja do concelho de Famalicão.

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A líder demissionária do núcleo do PSD de Ribeirão, Paula Cristina Santos, professora de profissão, fala da vila com orgulho. Apresenta-se como “nascida, criada e vivida na vila” e como “filha de uma típica família ribeirense”.

A agora ex-presidente do Núcleo do PSD em Ribeirão é também membro do executivo na Junta de Freguesia. Nos dois mandatos anteriores, foi membro da Assembleia de Freguesia.

Além disso, em 2019, Cristina Santos chegou a ser candidata do PSD a deputada à Assembleia da República pelo círculo de Braga, embora em 17º lugar, uma posição não elegível.

Em 2019, Cristina Santos foi candidata a deputada do PSD à Assembleia da República.

A militância no PSD faz parte da sua vida. Os pais sempre apoiaram o PSD e, desde muito cedo, identificou-se com “os princípios e valores da social-democracia”.

Esse é um dos motivos que faz com que seja “difícil” falar sobre a sua demissão da presidência do Núcleo, motivada pela escolha do vereador Leonel Rocha como candidato do PSD à presidência da Junta sem que os militantes ribeirenses e a própria presidente do núcleo tivessem sido ouvidos.

Questionada sobre se tenciona participar das eleições para a presidência do núcleo, que serão realizadas no dia 6 de março, Cristina Santos deixa claro que continua a acreditar no partido e a ser militante, mas que, neste momento, não tenciona estar envolvida com o núcleo do PSD na vila de Ribeirão.

Sente “orgulho do trabalho desenvolvido à frente do núcleo” desde que foi eleita a primeira vez em 2016. Entre as razões, destaca o crescimento daquele que é um dos maiores núcleos do PSD no país. “Aumentamos o número de militantes em cerca de 30%”, refere Cristina Santos, ciente da importância da estrutura que liderou no contexto do PSD concelhio.

A ESCOLHA DO CANDIDATO

Como parte natural do processo democrático, Cristina Santos conta que as reuniões para preparação das eleições autárquicas começaram no final do verão de 2020, cerca de um ano antes da data prevista para o ato eleitoral.

Apesar das dificuldades causadas pela pandemia foram realizadas reuniões com os militantes para traçar planos para o próximo pleito eleitoral.

O passo seguinte foi reunir com Paulo Cunha que é, simultaneamente, presidente da concelhia do PSD-Famalicão e da distrital de Braga do partido, além de presidente da Câmara Municipal de Famalicão.

Nessa reunião, realizada no outono, Cristina Santos apresentou a sua disponibilidade para disputar as eleições, “caso fosse vontade do núcleo e tivesse a aprovação da concelhia”, segundo afirmou a própria ao NOTÍCIAS DE FAMALICÃO.

Tudo parecia andar sobre rodas. Inclusive, foi informada por Paulo Cunha que seu nome “poderia ser uma opção”, mas que ainda era “cedo para falar no assunto”, tendo sido adiado para os primeiros meses de 2021.

A responsável pelo núcleo ribeirense acatou sem questionar. Afinal, além do seu “grande respeito pelo líder partidário”, o raciocínio fazia sentido uma vez que Ribeirão costuma dar votações expressivas à coligação PSD-CDS/PP.

Por isso, foi com espanto que, cerca de duas semanas depois, recebeu um convite para uma nova reunião na concelhia do PSD de Famalicão com o presidente e outras lideranças político-partidárias.

Foi a primeira de outras reuniões igualmente difíceis, sobre as quais Cristina Santos, visivelmente magoada, prefere não tecer muitos comentários.

Todos de braço dado em 2017. Cristina Santos entre Paulo Cunha e Adelino Oliveira. Fotografia DR

Como fez questão de repetir diversas vezes, é e continuará a ser militante do PSD. O seu afastamento voluntário do núcleo de Ribeirão não apaga a sua veia social-democrata. Isso explica a sua relutância em falar do caso publicamente. Por outro lado, não está habituada a palcos mediáticos, nem parece interessada em experimentá-los.

Voltando à saga das reuniões d