12 C
Vila Nova de Famalicão
Quinta-feira, 25 Abril 2024

Depois de grande susto, família organiza rifas para oferecer incubadoras ao hospital de Famalicão

“Preferimos ajudar o hospital para que esse tipo de situação não aconteça a mais nenhum bebé", disse a mãe de Artur, o bebé envolvido no incidente.

4 min de leitura
- Publicidade -

Famalicão

Celebrações dos 50 anos do 25 de Abril em Famalicão

Celebrações de amanhã, quinta-feira, têm início às 10h. Na parte da tarde há um concerto de jazz nos Paços no Concelho.

Polícia Judiciária outra vez na Câmara de Famalicão para investigar viagens pagas a autarcas

O ex-autarca Paulo Cunha é um dos visados num caso de suspeitas de corrupção que envolve viagens à sede da Microsoft nos EUA. Câmara de Famalicão confirma investigações.

Feira apresenta aos alunos oferta formativa do ensino secundário

Evento destinado aos alunos do 9º ano foi realizado no CIIES, em Vale São Cosme.

Caminhos da Liberdade em Vila Nova de Famalicão

Locais onde se fez resistência à Ditadura Salazarista

Joana e Andreiy, pais do pequeno Artur que nasceu no dia 31 de dezembro do ano passado, transformaram uma experiência traumática ocorrida no Hospital de Vila Nova de Famalicão numa iniciativa de esperança e solidariedade.

Segundo apurou o NOTÍCIAS DE FAMALICÃO, o casal está a organizar rifas cujas receitas vão reverter em prol da aquisição de duas incubadoras para o hospital de Famalicão.

Como o NOTÍCIAS DE FAMALICÃO informou em exclusivo, um incêndio numa incubadora marcou o último dia de 2023 na neonatologia da Unidade Local de Saúde do Médio Ave. Artur, o primeiro filho de Joana e Andreiy, que havia nascido horas antes, é o bebé que estava na incubadora. [ver notícia Ministério Público investiga incêndio numa incubadora no hospital de Famalicão]

Joana e Andreiy não formalizaram nenhuma reclamação junto dos serviços hospitalares. “Tivemos uma ideia melhor. Em vez de reclamar, vamos ajudar”, contaram os pais de Artur ao NOTÍCIAS DE FAMALICÃO.

O casal teve a ideia de “organizar umas rifas para angariar fundos para doar duas incubadoras” e contactou o hospital de Famalicão para comunicar a ideia e obter autorização para implementar.

A iniciativa já está em curso e quem quiser ajudar pode adquirir as rifas que estão a ser vendidas nos restaurantes Mikado, Los Pepes, Mikadinho, Hoko e Miyuki. O valor é de apenas um euro.

Publicação que Joana, mãe de Artur, está a divulgar nos seus perfis nas redes sociais. Fotografia DR

“Preferimos ajudar o hospital para que esse tipo de situação não aconteça a mais nenhum bebé em vez de estarmos a reclamar pelo nosso que, felizmente, está bem”, referiu Joana ao NOTÍCIAS DE FAMALICÃO, salientando que “isso é o que interessa”.

RISCO DE INTOXICAÇÃO

Uma incubadora é uma espécie de berço revestido por um habitáculo de plástico transparente, com uma abertura nas laterais para se poder aceder ao bebé.

“Quando a incubadora começou a fumegar, a enfermeira que estava a cuidar do bebé apercebeu-se que o equipamento estava a deitar fumos e cheiros, e lançou o alerta”, declarou ao NOTÍCIAS DE FAMALICÃO uma fonte hospitalar, destacando que “se o incêndio não tivesse sido detetado imediatamente as consequências seriam muito graves”.

Todos os bebés foram imediatamente retirados da neonatologia e os bombeiros foram chamados ao local. “A nossa maior preocupação foi a exposição ao fumo que todos os bebés sofreram. Uma intoxicação por monóxido de carbono em bebés tão pequenos é muito mais rápida e mais grave. A nossa preocupação foi colocar todos os bebés em segurança” referiu essa mesma fonte hospitalar.

“Foi um choque tão grande que nem tive reação. O que eu queria saber é se o meu filho estava bem”, revelou Joana, em declarações ao NOTÍCIAS DE FAMALICÃO, tendo acrescentado que na altura do incidente, “queria muito ver o bebé, mas ainda estava a recuperar da cirurgia” e não a deixaram sair do quarto. “Pedi a Andrey que não saísse de perto do nosso filho, o bebé precisava mais dele do que eu”, explicou a mãe, que teve o encontro com o filho horas mais tarde.

“Na altura fiquei assustado, um bocado atrapalhado” destacou o pai de Artur. “Estavam lá os bombeiros. O cheiro era muito intenso e vi pessoas a sair de outras partes da neonatologia vindo cá para fora a dizer que cheirava muito a fumo”, recordou Andrey, que na altura foi também ouvido pela polícia.

O NOTÍCIAS DE FAMALICÃO apurou que a incubadora não pertence ao hospital de Famalicão. Terá sido obtida através de um empréstimo e chegou à unidade hospitalar ao início da tarde do dia 31 de dezembro, tendo o incêndio do equipamento ocorrido pelas 18 horas desse mesmo dia. A PSP encaminhou a ocorrência ao Ministério Público para averiguações.

Comentários