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Domingo, 28 Novembro 2021
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Carlos Folhadela Simões
Formado em Ciências Farmacêuticas, é professor do Ensino Secundário. Cidadão atento e dirigente associativo, escreve neste jornal no dia 28 de cada mês.

No rescaldo das autárquicas e na ida ao multibanco

Cenários improváveis tornaram-se realidade. Parece que há de tudo, como na farmácia!

4 min de leitura
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Carlos Folhadela Simões
Formado em Ciências Farmacêuticas, é professor do Ensino Secundário. Cidadão atento e dirigente associativo, escreve neste jornal no dia 28 de cada mês.

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Há cerca de um mês realizou-se o décimo terceiro sufrágio autárquico desde abril de 74.

Os resultados foram na sua maioria dentro do expectável.

O PS foi o partido mais votado e conquistou a maioria dos órgãos autárquicos. O CH surpreendeu (ou talvez não) ao obter  cerca de 4,2% dos votos expressos, o equivalente a 208 mil portugueses.

O PSD alcançou um resultado encorajador e, nos dias de hoje, estimulante, tendo vencido importantes cidades como Coimbra, Funchal e por maioria de razão Lisboa.

O CDS manteve a emblemática câmara limiana e continua a fazer sentir a sua presença no distrito afeto a Portas: Aveiro.

O PCP teve papel primordial neste acto eleitoral. Foi o carrasco de Medina. O aumento da votação em Lisboa, após recusa de um pré-entendimento eleitoral, permitiu a Moedas recuperar para a coligação “Novos Tempos” a gestão da capital. Acresce o facto de ter perdido bastiões, como Montemor-o-Novo, Mora e Moita. E não logrou manter Loures, então presidida pelo ex-líder parlamentar Bernardino Soares bem como as cidades de Almada e Barreiro.

O BE vai-se esvaindo. Quase desapareceu em termos de representatividade. Tem mais comentadores televisivos do que vereadores eleitos!

Face a tudo isto, realce para alguns inusitados acordos pós-eleitorais.

Cenários improváveis tornaram-se realidade. PS e PSD juntos, CH pela via abstencionista a viabilizar governações ou lideranças de Assembleias Municipais ou com o voto favorável a permitir lideranças aos comunistas. O Aliança a dar a mão ao PS e CDU. Vencedores nas urnas a não conseguirem eleger os cabeças de lista fruto de acordos táticos dos opositores.

Parece que há de tudo como na farmácia!

Em Vila Real de Santo António, o vereador da CDU, contra as directrizes do partido, aceitou a vereação a tempo inteiro, o que viabilizará a governação socialista.

No vizinho concelho de Albufeira, com quatro participantes a elegerem vereadores, o PSD consegue condições de governabilidade fruto do apoio do eleito socialista.

Em Coimbra, José Manuel Siva, ex-bastonário da ordem dos médicos, atribui e foi aceite um pelouro ao aleito comunista, pese o facto de ter maioria absoluta. Poder-se-á pensar que se trataria de uma gesto de magnificência mas, será por certo a forma de conseguir maioria na Assembleia Municipal, contando com os eleitos comunistas.

No Porto, após um mandato com o PS, Moreira socorre-se agora do PSD para governar.

Em Lisboa, Carlos Moedas, o surpreendente edil da capital, diz contar com todos os vereadores para exercer a gestão da autarquia. Governará com cedência pontuais como já se viu na primeira reunião do executivo, referindo, no entanto, que espera que lhe reconheçam o resultado alcançado no escrutínio de setembro passado. Acredito que mantendo-se fiel ao programa de acção que apresentou aos lisboetas. Será, com certeza, um desempenho a seguir de forma atenta.

Em nota de rodapé e fruto dos circunstancialismos atuais, duas notas:

Marcelo continua fiel à sua natureza e a si próprio. Desta vez não serviu vichyssoise. Optou antes por uma audiência de cortesia. Pode intitulá-la assim, mas parece não ter caído bem a audiência que deu a um putativo candidato partidário. Compreende-se que este a tenha solicitado mais que não fosse pelo tempo de antena a que teve direito e pelos embaraços e constrangimentos que criou. Mas ficava-lhe bem ter tido outra postura.

A ginasta olímpica Filipa Martins alcançou há dias, nos Mundiais do Japão, o melhor resultado de sempre na modalidade de ginástica artística. Obteve um sétimo lugar na “all-around” e um oitavo nas paralelas assimétricas. Feitos jamais alcançados.

Talvez tão ou mais notável é o facto de ter um elemento técnico, que está agora inserido no código internacional de pontuação de ginástica artística, pontuado com seis décimas, refletindo o seu elevado grau de dificuldade, batizado com o seu nome: o “Martins” que perdurará  ad eternum nesta modalidade.

Não fossem estas razões suficientes para ser agraciada pela República, estou em crer que bastariam para um singelo telefonema de Marcelo, entre a saída de Belém e a ida ao multibanco!

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Carlos Folhadela Simões
Formado em Ciências Farmacêuticas, é professor do Ensino Secundário. Cidadão atento e dirigente associativo, escreve neste jornal no dia 28 de cada mês.
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