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Vila Nova de Famalicão
Sábado, 4 Fevereiro 2023
Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.

Lembraste de quando te pedi opinião ou para opinares?

A cada Maria e Manel que gostam de opinar, cuidado! Não atirem pedras porque todos temos telhas de vidro.

3 min de leitura
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Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.

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Opinião e opinar!

Somos especialistas em expressar pomposamente, sem qualquer convite e sem necessitar de incitação, a nossa opinião sobre a vida e as escolhas dos outros.

Achamos sabe-se lá porquê que temos esse direito de opinar e até o sentimos como o contributo social a bem dos valores morais de suas santidades que podem virar ovelhas negras.

Sacamos de um “Na minha opinião…” e lá estamos nós a opinar sobre A, B ou C.

Opinamos sobre a casa, os filhos, o marido das outras, se namora, se faz bem ou mal, se pode ou não pode, se está certo ou errado, com o que eu faria se estivesse no teu lugar, aí se fosse comigo…

Quase que somos consultores da vida alheia cheios de frases “na minha opinião é uma galdéria; onde já se viu isto, hoje é um, amanhã outro, já viste o exemplo que dá aos filhos; e os filhos que andam cá e lá; já viste como se veste, havia de ser comigo; tens de tirar o menino da tua cama; não lhes dês colo, estás a habitua-lo muito mal; aí se fosse meu filho; eu no teu lugar fazia e acontecia; …”

E assim vamos opinando sem perceber que o que mais criticamos é-nos o mais familiar.

Aqui é que a porca torce o rabo.

A Maria crítica a vizinha, mas tem o espelho por limpar em casa.

A dona Gertrudes leva a vida a vigiar a vida da vizinha e aquilo dá um falatório pegado todos os dias na padaria. Fala do que vê e do que imagina ter visto, é preciso apimentar a coisa.

Do conforto do meu sofá ou do alto dos meus tacões sinto-me no direito de opinar e julgar os outros sem sequer vestir a sua pele, a sua alma, os seus sapatos, as suas contas, o seu sentimento, o seu pensar ou até a sua forma de amar.

Tudo serve para opinar com a desculpa que se é direto e verdadeiro que se diz o que se pensa mesmo sem ser pedido.

Apenas se trata de má educação…

Presunção…

Falta de respeito pelo outro quando nos sentimos no direito de presumir que podemos falar o que queremos e da forma como queremos da vida dos outros que nunca foi vivida por nós!

Tenham lá paciência senhores e senhoras imaculadas com direito a opinar.

Vão opinar para o ca…, ou para o Carvalho mais velho!!!

Com a internet e com as redes sociais esta ambição em opinar e dar opinião difundiu-se tornou-se global.

Não aprendemos a respeitar o outro, não melhoramos, simplesmente ganhamos novas formas de espalhar o veneno.

A tolerância, o respeito pelo outro e por nós próprios também se aprende como tudo na vida.

Se o que o outro diz ou faz não me traz danos físicos a mim e aos que estão no meu núcleo então apenas tenho de o ignorar e não considerar a sua opinião para nada.

Que um dia todos atinjamos a capacidade de viver as nossas escolhas e, que deixemos os outros viver as suas respeitando as escolhas de cada um sem julgamentos ou preconceitos.

A cada Maria e Manel que gostam de opinar, cuidado! Não atirem pedras porque todos temos telhas de vidro.

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Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.