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Vila Nova de Famalicão
Quarta-feira, 5 Outubro 2022
Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.

Mais vale vergar do que partir!

Assim corre a vida sem que saibamos se o amanhã será uma certeza.

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Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.

Famalicão

Feira Grande de S. Miguel animou o centro da cidade

Certame dedicado às tradições famalicenses aconteceu no último fim de semana.

PAN preocupado com a qualidade das refeições escolares em Famalicão

Alergénios na sopa e a presença de dióxido de enxofre e sulfitos em algumas refeições são algumas das preocupações do PAN com as refeições nas escolas famalicenses.

GRACAFE promove 6ª Corrida Pedome / Oliveira Santa Maria

Evento terá lugar dia 22 de outubro. Além das corridas, será realizada uma caminhada solidária.

CIOR inicia ano letivo com várias dinâmicas no âmbito do programa europeu Erasmus+

Os estágios serão realizados em empresas e instituições parceiras da escola.

O individualismo, materialismo vs cronómetro da vida em contagem decrescente.

Cada dia é um dia a menos.

Vida!!!

“Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.“ (Fernando Pessoa)

Hoje não tenho tempo!

Esta foi a vida que escolhi, confesso que tenho pouco tempo.

Tempo…

O imperioso tempo,

Uns tem falta dele, outros excesso de tempo, uns não sabem do seu tempo mas todos sabemos que a cada dia que passa também o nosso tempo é menor para viver.

Quem quer arranja tempo…

“O homem não nasce para trabalhar, nasce para criar, para ser o tal poeta à solta.” (Agostinho Silva)

O homem nasce para ser livre, livre do medo, do materialismo exacerbado, da imagem, da falha, da notoriedade, da vaidade, da prisão da sociedade, do julgamento alheio… O homem nasce para sonhar, criar, amar, viver, ser feliz como os pássaros que planam lá no céu procurando o seu lugar seguro para pousar.

Vivemos ansiosos por ter esquecendo o ser.

Vivemos a correr sem tempo para sorrir, olhar nos olhos, abraçar, apreciar o céu, contemplar a beleza da natureza, saber que tudo passa até aquilo que mais faz doer ou o que mais faz sorrir.

Nada é eterno.

Nós não somos eternos.

Vivemos em 24 horas, aquilo que poderíamos saborear em 48.

Melhoraram as condições de vida mas perdemos os jantares em família, o arroz de frango na praia, os almoços de domingo nos avós, as festas de final de ano dos que amamos, as longas conversas na cama, as discussões sobre o futuro, a habilidade de fazer as relações durarem.

Na utopia da vida moderna deixamos de dar vida ao essencial e perdemo-nos no superficial, no supérfluo, em agradar aqueles que mal nos notam porque se habituaram a ser bajulados, e por eles secundarizámos a principal unidade social a família.

Talvez estejamos a viver dias avessos sem que tenhamos a percepção de que o tempo passado não se recupera, que a mesma água não banha as margens do rio duas vezes.

Preocupamo-nos em arrecadar…

Ficar bem perante este ou aquele, sem que verdadeiramente consigamos olhar no interior de nós mesmos e perceber que a principal prioridade, o motor da nossa vida somos nós.

Não é a casa, as festas, as roupas, o carro, o relógio, a conta bancária, a empresa, a popularidade, o reconhecimento dos outros que nos fazem ser.

Não é a máquina que faz o Homem, é o Homem que faz a máquina.

A cada dia que passa cada um de nós aproximasse mais da meta sem que o perceba ou percepcione cada segundo que lhe é dado gratuitamente para viver.

O António, a Maria, o João, a Ângela, o Manuel vivem a correr com medo do futuro.

Também o rio corre para o mar sem que a água doce saiba o sabor da salgada.

Assim corre a vida sem que saibamos se o amanhã será uma certeza.

Talvez seja necessário reajustar para não ser tarde demais para viver… Que cada um seja capaz de se perguntar e reajustar sobre o que realmente é viver hoje, aqui e agora.

Quais são as tuas prioridades?

Que tempo te sobra hoje e agora?

Quanto tempo mais te resta para caminhar lado a lado?

E para viver?

Tens certezas absolutas?

Pára…

Reflete,

Reordena,

Reorganiza,

Prioriza o amor no sentido lato da vida

Não vives sozinho no mundo…

A vida continua mesmo além daquilo que tens, cá deixarás apenas na lembrança dos outros o que deste de ti, o quanto amaste… Tudo o resto são coisas que nada valem sem ti…

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Elvira Maria Costa
Estudou Ciências Sociais, adora psicologia e escreveu um livro de poesia. Ainda não desistiu da ciência da felicidade e procura palavras ainda por inventar.