Iniciativa Liberal acusa Câmara Municipal de “monopolizar” mesas de voto antecipado

Líder da IL preocupado com “abusos” da autarquia que prejudicam “transparência” das eleições.

Comentários

2 min de leitura

Paulo Ricardo Lopes, coordenador da Iniciativa Liberal Famalicão, manifesta, em comunicado enviado à imprensa, “perplexidade e preocupação” perante a decisão da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão de ignorar a recomendação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) relativa à designação dos membros das mesas de voto para o voto antecipado das Eleições Presidenciais de 2026, que decorrerá a 11 de janeiro. Em causa, a ausência de membros dos partidos da oposição na composição das mesas de voto.

O líder da IL-Famalicão destaca que a CNE, na sua deliberação de 2 de dezembro de 2025, recorda que, embora a designação dos membros de mesa caiba ao presidente da câmara municipal, este pode e deve solicitar previamente às candidaturas a indicação de nomes, garantindo posteriormente uma composição que respeite critérios de democraticidade, equidade e equilíbrio político, sublinhando que “só uma composição plural da mesa salvaguarda a transparência do processo eleitoral e a credibilidade do resultado da votação”.

Para o líder da IL Famalicão, “é inaceitável que a autarquia tenha optado por ignorar esta orientação clara da entidade nacional responsável pela integridade dos processos eleitorais”. “Ao excluir as candidaturas presidenciais do processo de indicação de membros de mesa, a Câmara Municipal compromete a perceção pública de imparcialidade e fragiliza a confiança dos cidadãos no ato eleitoral”, afirma Paulo Ricardo Lopes.

- Publicidade -

Segundo Paulo Ricardo Lopes, “a recomendação da CNE existe precisamente para evitar arbitrariedades e assegurar que todas as candidaturas têm representação e a pluralidade é respeitada. A decisão da Câmara Municipal de Famalicão contraria esse princípio”.

O liberal recorda as palavras de Robert G. Ingersoll que, disse em tempos, “se quer descobrir a verdadeira natureza de um homem, dê-lhe poder”, considerando ser esta uma boa forma de caracterizar estes abusos que retiram confiança nas eleições e prejudicam a sua transparência. “A transparência constrói‑se com pluralidade e a confiança é muito difícil de restaurar…”, afirma Paulo Ricardo Lopes.

Comentários

Notícia anterior

Livro de Gabriela Fidalgo nomeado para Melhor Livro Infantil na “Gala dos Autores”

Notícia seguinte

Henrique Gouveia e Melo: o percurso de um servidor do país

- Publicidade -
O conteúdo de Notícias de Famalicão está protegido.