IL critica “duplicação de chefias” na Câmara de Famalicão com “impacto de dois milhões de euros”

Partido critica “incapacidade” do PS e do Chega “para vigiar os excessos da coligação PSD-CDS” e desafia Mário Passos a controlar a despesa corrente.

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Paços do Concelho de Vila Nova de Famalicão Paços do Concelho de Vila Nova de Famalicão

A Iniciativa Liberal demonstra a sua “perplexidade” com a aprovação do novo organigrama da Câmara Municipal de Famalicão na última reunião do executivo municipal [ver notícia Mário Passos aumenta em 121% lugares de chefia na Câmara de Famalicão].

Em comunicado enviado à imprensa, a IL critica a nova estrutura orgânica “que duplica os cargos de chefia e terá um impacto de aproximadamente 2 milhões de euros anuais nas contas do nosso município, tendo sido proposto pela coligação PSD-CDS e não merecendo oposição nem dos vereadores do PS, nem do Chega”.

“É de salientar a postura conivente de PS e Chega na reunião de Câmara Municipal, que decorreu a 23 de abril de 2026, onde este organigrama foi aprovado sem existir nenhuma questão sobre o mesmo, nem tão pouco se questionar o impacto financeiro desta alteração”, afirma Paulo Ricardo Lopes, coordenador da IL-Famalicão, salientando que “se alguém estava à espera de oposição eficaz por parte destas forças políticas tem aqui a demonstração da falta de defesa do contribuinte famalicense que PS e Chega representam”.

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Paulo Ricardo Lopes afirma que “é lamentável constatar que os interesses dos contribuintes famalicenses não estão defendidos no nosso executivo camarário, estando medidas despesistas a ser aprovadas sem nenhuma oposição. Sendo muito estranho ver partidos que se apresentam contra “tachos e mordomias dos políticos” aprovarem esses mesmos comportamentos”.

“Os votantes do PS e Chega devem questionar de que lhe valeu o voto, ao verem a incapacidade demonstrada para vigiar os excessos da coligação PSD-CDS”, conclui o coordenador da IL.

CONTROLAR A DESPESA

No discurso realizado na sessão solene do 25 de Abril, Paulo Lopes afirmou que “o dinamismo económico de Famalicão não pode ser desculpa para que um executivo municipal vire despesista e todos sabemos que vivemos uma política de maior orçamento de sempre a cada ano, ou seja, o despesismo tem saído vencedor”.

“O último capítulo desta política ocorreu esta semana com a aprovação do novo organigrama municipal, em que o número de cargos de direção foram duplicados, o que em conjunto com o objetivo de alcançar 2300 funcionários e o aproximar das despesas de pessoal dos 50 milhões de euros anuais”, destacou Paulo Lopes.

O coordenador da IL deixou um “alerta sério” ao Presidente da Câmara: “Dr. Mário Passos a despesa corrente do nosso município tem de ser controlada”.

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