A destruição da passagem superior, em Mogege, da Via Inter Municipal (VIM) Joane/Vizela é um erro crasso. Só quem não conhece a zona, quem nunca viu as dezenas de trabalhadores que usam a passagem área para ir trabalhar nas muitas empresas locais, quem não conhece os moradores que, pelas mais variadas razões, têm que atravessar a via rápida é que pode achar que uma passadeira é uma solução mais segura que uma passagem superior.
É altura dos autarcas que tomam más decisões, que assinam de cruz, que validam projetos onde o custo da obra vale mais do que a segurança e o bem estar da população, serem responsabilizados.
Um voto não legitima opções perigosas.
Escrevo este texto para que, no futuro, Mário Passos, o presidente da câmara de Famalicão, que disse, há dias, que não era seguro carrinhos de bebé e cadeiras de rodas circularem na passagem área da VIM, possa ser responsabilizado pelos acidentes na tal passadeira milagrosa e barata que vai ser construída junto à nova rotunda.
Mário Passos, claramente, não conhece a obra que estamos todos a pagar. O presidente da câmara de Famalicão se falasse com os moradores, com os empresários e com os autarcas locais, rapidamente percebia o erro que está a cometer.
Uma passadeira numa via rápida, junto a uma rotunda, nunca será a melhor opção. Pode ser a mais barata mas nunca será mais segura que uma passagem superior.
Não valerá de nada, posteriormente, lamentar os acidentes e os feridos.
Mas fica o registo, para memória futura, de que em fevereiro de 2026, o presidente da câmara de Famalicão autorizou e defendeu a criação da via verde para os acidentes que está a ser construída na VIM.
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