Casa da Memória Viva promove ciclo de tertúlias “Conversas da Famalicidade” a partir do dia 24

O tema da primeira é “Longevidade ou a arte de ser adulto há mais tempo”.

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A associação famalicense Casa da Memória Viva (CMV) promove nos próximos meses um ciclo de tertúlias sobre declínio demográfico e os seus principais impactos na vida das pessoas, das famílias, das organizações e das comunidades, a que deu o nome de “Conversas da Famalicidade”.

Estão agendadas 10 sessões e a primeira realiza-se já no dia 24, quinta-feira da próxima semana, às 18 horas, no “Espaço Memória” da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave, no prolongamento para Sul da Praça D. Maria II, no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão.

Para conversar informalmente sobre “Longevidade ou a arte de ser adulto há mais tempo”, estarão Joana Ferreira, enfermeira especialista em saúde do idoso e geriatria e “coach”, que sobre saúde e longevidade vem escrevendo na revista “Visão”; e Sandra Campos, gerontóloga social que coordena a Rede de Academias Seniores do Município de Famalicão.

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A tertúlia durará cerca de duas horas e na primeira metade as duas intervenientes darão conta da sua visão e experiência pessoal quanto ao processo de envelhecimento saudável e aos desafios que colocam a diferentes níveis – pessoais, organizacionais e sociais, nomeadamente – a longevidade e o direito a viver a velhice com saúde e qualidade de vida.

A segunda metade da sessão será dedicada ao debate e à partilha entre as duas especialistas no tema e o público, abrindo espaço para perguntas, testemunhos e troca de ideias.

Com a interação que for possível estabelecer entre as duas intervenientes e a assistência, “pretendemos que resulte a apresentação de sugestões práticas e de recomendações a ter em conta na elaboração de uma estratégia pessoal tendente à promoção da qualidade de vida dos seniores famalicenses e ao fortalecimento das redes de apoio locais”, realça o presidente da direção da CMV, Carlos de Sousa.

Sessões mensais

O propósito das “Conversas da Famalicidade” é “levar os famalicenses a refletir sobre as dimensões mais críticas do declínio demográfico”, que os dirigentes da associação promotores identificam com estando associados a três eixos principais: memória e identidade; demografia e longevidade; e desafios societais e comunidade. Daí os temas a abordar nas restantes nove sessões, que irão decorrendo mensalmente até julho de 2027 (com exceção de dezembro próximo, em que não haverá tertúlia).

No próximo mês de outubro, a sessão das “Conversas” irá realizar-se no dia 29, às 18 horas, também no “Espaço Memória” do Crédito Agrícola do Médio Ave, instituição parceira da CMV na ativação do projeto. Desta feita o tema será “Identidade, Património e Tradições: será que temos alguma fortuna no sótão?”.

Depois, em 26 de novembro, à mesma hora e no mesmo local, terá lugar a última sessão do ano, sobre “Demências e obesidade: as outras pandemias”.

As “Conversas da Famalicidade” retomam o ritmo mensal a 28 de janeiro do próximo ano, para convocar a opinião pública famalicense a refletir sobre “Diálogo e cooperação intergeracional num território aberto ao mundo”.

“Em Famalicão, infelizmente, não tem havido um debate informado que mobilize as pessoas, envolva os decisores institucionais e seja fator de ponderação por parte de empresas, agentes sociais, organizações sem fins lucrativos e famílias sobre os impactos mais gravosos do declínio demográfico”, justifica Carlos de Sousa.

“Sem pretensiosismos – acrescenta –, entendemos que é nossa missão contribuir para a sensibilização e o incremento do nível de informação da comunidade famalicense, mediante o concurso de profissionais, académicos e estudiosos que há muito se dedicam ao estudo e acompanhamento dos temas relativos às mudanças demográficas, à saúde, ao conhecimento, à economia, à transição digital, ao envelhecimento e ao novo pensamento emergente”.

A Casa da Memória Viva foi criada em maio de 2019 e tem como propósito essencial a “salvaguarda e valorização da memória na, da e pela comunidade famalicense”. Tem privilegiado as ações de sensibilização e informação da opinião pública local sobre a prevenção e os impactos das formas mais comuns de demência, assim como a capacitação de cuidadores e familiares de pessoas em défice cognitivo. Vem pugnando igualmente pela salvaguarda e valorização da memória identitária de Vila Nova de Famalicão.

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