Hospital de Famalicão: Mário Passos descarta nova infraestrutura e Ministra prioriza obras no atual

Sem adiantar uma data concreta, a ministra Ana Paula Matins garantiu que o projeto “faz parte dos planos de atividades a concretizar” e que os impactos financeiros terão de ser distribuídos ao longo dos Orçamentos de Estado e de fundos de coesão.

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A ministra da saúde assumiu compromisso com as obras de modernização, reabilitação e ampliação do Hospital de Vila Nova de Famalicão, esta terça-feira, dia 23 de junho, à margem da inauguração da USF de São Miguel-o-Anjo, em Calendário.

Mário Passos, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, classificou a intervenção no hospital como “uma necessidade de máxima urgência”, alertando que “o estado atual da infraestrutura não acompanha a nova rede de cuidados primários de excelência que o concelho está a edificar”.

O autarca disponibilizou-se para uma solução conjunta. Mário Passos sublinhou ainda que “Vila Nova de Famalicão não pede um novo hospital, mas sim a reabilitação da estrutura existente para ajudar a aliviar a saturação da rede hospitalar regional”.

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OBRAS SEM DATA CONCRETA

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reconheceu a urgência do investimento e assumiu formalmente que as obras no Hospital de Famalicão são “uma prioridade”.

Embora tenha salvaguardado que os impactos financeiros terão de ser distribuídos ao longo dos Orçamentos de Estado e de fundos de coesão, sem adiantar uma data concreta para o arranque da empreitada, a governante garantiu que o projeto “faz parte dos planos de atividades a concretizar”.

Ana Paula Martins destacou ainda a abertura de uma linha nacional de 50 milhões de euros para a requalificação das urgências mais necessitadas do país, na qual a unidade famalicense se enquadra.

REMODELAÇÃO DO SERVIÇO DE URGÊNCIA

Por sua vez, Luís Vales, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Médio Ave, confirmou que a instituição se encontra a trabalhar de forma muito próxima com a Câmara Municipal e com o Ministério da Saúde para viabilizar as intervenções.

O responsável adiantou que a ULS já submeteu a candidatura para a remodelação total do serviço de urgência, estimando um “investimento inicial na ordem dos quatro milhões de euros”. Além disso, a administração está a concorrer a vários fundos do programa Portugal 2030 para melhorias na eficiência energética e na reabilitação do edificado.

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