PS critica gasto de meio milhão de euros na Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão

Socialistas questionam o retorno económico do evento e defendem uma reorganização que valorize os produtos e agentes locais.

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O Partido Socialista (PS) de Vila Nova de Famalicão criticou publicamente o atual modelo da Feira de Artesanato e Gastronomia, questionando o investimento de cerca de meio milhão de euros realizado pelo Município.

Embora reafirmem o apoio à realização do certame, os socialistas defendem uma reorganização profunda para priorizar os agentes económicos e produtos locais em detrimento dos espetáculos musicais de âmbito nacional.

Foco nos produtores e restauração locais

Para a concelhia socialista, o evento deve centrar-se na valorização do artesanato, da gastronomia tradicional e da doçaria regional de Vila Nova de Famalicão. O PS defende um maior destaque para os restaurantes e artesãos do concelho, propondo igualmente o envolvimento ativo das associações culturais locais na organização e dinamização da iniciativa para reforçar o seu caráter identitário.

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Em declarações sobre a posição do partido, o vereador Eduardo Oliveira destacou a necessidade de reavaliar as prioridades do orçamento investido: “Somos favoráveis à realização da Feira de Artesanato e Gastronomia, mas não podemos concordar com um modelo que custa cerca de meio milhão de euros e que coloca o destaque nos artistas nacionais, quando o verdadeiro objetivo deveria ser promover o artesanato, a gastronomia, os produtores e os restaurantes de Vila Nova de Famalicão”.

“O sucesso do evento deve medir-se pelo impacto que gera na economia local e pelo benefício que deixa aos famalicenses”, sublinha Eduardo Oliveira.

Questionamento do retorno económico

Segundo o PS, a estratégia comunicacional e de atratividade do executivo municipal tem-se concentrado excessivamente na programação musical, o que, no seu entender, “desvirtua a essência” da feira e remete para segundo plano os intervenientes que justificam a sua criação.

Diante deste cenário, os socialistas lançam o debate à comunidade e questionam “qual é o verdadeiro retorno económico” que o investimento de 500 mil euros traz para o comércio local, para a restauração e para os produtores famalicenses, apelando a uma reflexão sobre a eficácia do atual formato.

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