A forma como Mário Passos e o seu executivo têm reagido aos desafios do concelho faz lembrar a conhecida expressão da “galinha sem cabeça”.
Correm de um lado para o outro sem direção definida, muita agitação ditada pelas pressões públicas.
Essa expressão resume a forma como Mário Passos conduz para o abismo a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e o próprio concelho.
Sempre que há perspectiva de negociatas, há estratégia, há pressa, há fotos e discursos.
A questão é que quando há a necessidade de resposta aos cidadãos a resposta só é dada após o protesto da população e da oposição.
Vamos a exemplos e são muitos.
Mário Passos anuncia investimentos, apresenta projetos, organiza cerimónias e conferências de imprensa quando no horizonte existe a oportunidade de autopromoção.
A questão é que anunciar não é executar.
Quando se trata da vida diária dos famalicenses, do que realmente faz falta, a realidade é bem diferente.
Buracos nas estradas, problemas de mobilidade, falta de estacionamento, dificuldades no acesso à habitação, degradação de espaços públicos e preocupações ambientais só se tornam prioridades quando a contestação pública não pode ser ignorada.
Irei sempre intervir enquanto Mário Passos gastar um milhão de euros numa festa em vez de estender a rede de saneamento básico.
Quem gosta cuida e quem se quer servir apenas explora até não dar mais.
Mário Passos explora a ingenuidade de alguns famalicenses, explora o sentido de oportunidade dos fundos do PRR, explora a bondade dos famalicenses, explora a esperança que mais uma vez os famalicenses depositaram nele.
Sejamos claros:
Mário Passos não tem a capacidade de prever problemas.
Mário Passos não tem uma visão social para o concelho.
Mário Passos não tem coragem para assumir responsabilidades políticas.
Mário Passos não tem transparência nas decisões.
Mário Passos não tem a capacidade de ouvir os cidadãos.
Mário Passos não tem a capacidade de ouvir o seu partido e a oposição.
Mário Passos não teve, não tem, nem nunca terá o respeito da sociedade enquanto Presidente de Câmara.
A influência doentia que usa a seu favor nos vários setores sociais, associativos e económicos no nosso concelho passa a mensagem para a população que quem está perto dele terá mais vantagem.
Todos nós temos de acabar com esse modus operandi que já há muito tempo permite Mário Passos ganhar eleições.
Todos nós temos de garantir instituições fortes e independentes, capazes de colaborar com o município sem perder a sua autonomia.
Todos temos de garantir que as associações devem sentir-se livres para defender os interesses dos seus associados.
A imprensa local deve competir em igualdade de circunstâncias.
As coletividades devem ser apoiadas por critérios transparentes e objetivos.
Os cidadãos devem acreditar que ninguém beneficia por estar mais próximo do poder político.
A participação cívica deve ser um meio de construção democrática, para mim é a única forma de intervenção para melhorar a sociedade.
Famalicão merece mais e apenas depende de nós e das nossas decisões.


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