Comifrio obrigada a pagar mais de 112 mil euros a 97 trabalhadores por subsídios noturnos em falta

Cada trabalhador deverá receber, em média, mais de 1 150 euros.

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A Comifrio, empresa de refeições congeladas com sede na freguesia de Seide S. Paio, em Vila Nova de Famalicão, foi obrigada pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) a pagar 112 389,13 euros a 97 trabalhadores, valor correspondente a subsídios de trabalho noturno que não tinham sido liquidados.

A situação foi detetada depois de uma denúncia apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação do Norte (Stianor/CGTP-IN), tendo a ACT determinado que a empresa devolvesse o montante em falta aos trabalhadores em causa. Segundo o sindicato, cada trabalhador deverá receber, em média, mais de 1 150 euros.

Em reação à decisão, o Stianor afirmou, em nota divulgada nas redes sociais, que “esta é a prova de que estar sindicalizado vale mesmo a pena”.

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Em declarações ao Jornal O MINHO, a empresa garante que se tratou de “uma solução consensual e colaborativa” e que os valores “foram integral e prontamente pagos”.

A Comifrio iniciou atividade em 2004 e dedica-se à produção de refeições pré-cozinhadas ultracongeladas. A empresa já foi reconhecida como PME Líder e recebeu apoios de fundos públicos, nomeadamente no âmbito do sistema de incentivos à Qualificação e Internacionalização do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Num documento institucional de 2017, a empresa destacava o “cariz familiar” mantido ao longo da primeira década de atividade.

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