Carlos Carvalhal foi apresentado esta segunda-feira, dia 13 de julho, como treinador da equipa principal do FC Famalicão por uma temporada, até junho de 2027. Sucede a Hugo Oliveira, que tinha conduzido o Famalicão ao quinto lugar da I Liga na época 2025/26, a melhor classificação de sempre do clube no principal escalão.
O novo treinador chega sem clube desde que deixou o SC Braga, em 2024/25, época em que orientou os arsenalistas em 50 jogos, com 28 vitórias. Ao longo da carreira, Carvalhal passou ainda por Sporting, Vitória de Setúbal, Rio Ave, Marítimo, Belenenses, Beira-Mar e Desportivo das Aves, entre outros clubes.
O treinador justificou ainda a escolha do Famalicão com fatores alheios à parte desportiva, afirmando que recusou outras propostas, para permanecer perto da família.
O momento mais emotivo da conferência de imprensa ficou reservado para o final, quando Carvalhal falou da ligação da família ao concelho. O pai do treinador é natural de Famalicão, segundo o próprio relatou, e a doença de que sofre atualmente marcou a decisão de aceitar o convite do clube.
“O meu pai tem demência, infelizmente. É de Famalicão, portanto metade do sangue que me corre nas veias é de Famalicão”, disse Carvalhal, acrescentando que passou “muito tempo” da infância e da adolescência no concelho, a visitar tios e primos paternos, alguns dos quais continuam a residir na zona.
O treinador partilhou ainda o momento em que comunicou a decisão ao pai: “Fiquei extremamente satisfeito quando tive oportunidade de dizer ao meu pai: ‘Pai, vou treinar o clube da tua terra’.” E descreveu a reação: “E ele: ‘Vais para o Famalicão?’. ‘Vou’. E ele ficou todo contente.”
Segundo Carvalhal, o pai “tem perceção” do que se passa à sua volta, apesar da doença, e o técnico assumiu que este será um motivo de motivação pessoal ao longo de toda a temporada: “Isso para mim é algo muito importante no meu íntimo e que vou transportar durante toda a época (…) Gostava muito de lhe dar uma alegria grande. Vou fazer tudo o que está ao meu alcance para conseguir que ele fique contente.”


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