As Jornadas Pedagógicas da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO) decorreram nos dias 9 e 10 de Julho, na Escola de Turismo Dão Lafões, em São Pedro do Sul, subordinadas ao tema “Ensino Profissional + Flexível + Inclusivo: com o CNQ e os CTE na bagagem”.
Com 300 participantes, provenientes de mais 100 escolas profissionais de todo o país, as Jornadas Pedagógica deste ano tiveram uma particular relevância num momento em que o ensino profissional em Portugal enfrenta novos desafios pedagógicos, organizacionais e tecnológicos.
Durante os dois dias, coordenadores, docentes, especialistas e representantes institucionais ligados ao ensino e à formação profissional debateram estratégias para tornar as escolas profissionais mais flexíveis e inclusivas.
Nas Jornadas, destacaram-se ainda a conferência inaugural “A longa marcha do CNQ/Catálogo Nacional de Qualificações: do módulo à unidade de competências” com Sandra Lameira, do EduQA e a apresentação do estudo “Educação + Inclusiva,” por Paulo Pedroso, coordenador da equipa de avaliação da educação inclusiva para o programa Pessoas 2030
Nas diversas sessões paralelas foram abordados temas como as novas qualificações do Catálogo Nacional de Qualificações, o planeamento curricular e a aprendizagem integrada, a avaliação por evidências, os Centros Tecnológicos Especializados, a governação ambiental, social e corporativa nas escolas e os principais desafios das direções pedagógicas.
Para o presidente da ANESPO e diretor da Escola Profissional CIOR, o famalicense Amadeu Dinis, “estas Jornadas Pedagógicas foram um momento particularmente importante para refletirmos, em conjunto, sobre os desafios atuais e futuros do Ensino Profissional e sobre as respostas que as escolas devem continuar a construir”.
“Com esta iniciativa, a ANESPO pretende promover um espaço de reflexão e partilha em torno da flexibilidade curricular, da inclusão e da valorização das competências. Estas são dimensões essenciais para preparar melhor os alunos, responder às necessidades dos territórios e reforçar o papel do Ensino Profissional no desenvolvimento do país”, afirma Amadeu Dinis.
Este responsável da ANESPO salientou também o facto do Ensino Profissional começar a ganhar “uma nova centralidade no sistema educativo nacional”, sendo fundamental para tal que os decisores políticos continuem a assegurar a sustentabilidade financeira, organizacional e funcional das escolas profissionais “face à importância e especificidade dos seus projetos educativos nos seus territórios, regiões e país”.


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