Humanamente junta-se à Associação Europeia de Organizadores do Orgulho

A EPOA é a rede europeia que reúne mais de uma centena de entidades gestoras e promotoras do Orgulho LGBTQIA+ em todo o continente.

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O movimento Humanamente, conhecido pelo seu trabalho na organização e dinamização de marchas LGBTQIAP+ em concelhos e cidades como Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso ou Sintra, oficializou a sua adesão à European Pride Organisers Association (EPOA).

Esta aproximação internacional surge na sequência do diálogo e trabalho em rede mantido entre a Humanamente e a comissão organizadora do Pride Barcelona, com o objetivo de fortalecer laços, partilhar recursos e construir novas parcerias transnacionais, afirma o movimento Humanamente em comunicado.

Com este passo, o ativismo descentralizado de cidades portuguesas ganha assento direto ao lado de organizações de grande escala europeia, como os Orgulhos de Paris, Barcelona, Madrid e dezenas de outras cidades europeias.

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O que é a EPOA?

A EPOA é a rede europeia que reúne mais de uma centena de entidades gestoras e promotoras do Orgulho LGBTQIA+ em todo o continente. A associação é responsável por coordenar esforços de cooperação internacional, licenciar anualmente o evento EuroPride e defender os direitos da comunidade junto das instituições europeias. Ao integrar a EPOA, os membros passam igualmente a ter representação na InterPride (a rede mundial de organizadores), adquirindo direito de voto em decisões de impacto global, tais como a escolha da cidade anfitriã do WorldPride.

“Levar a voz, as necessidades e o trabalho das marchas de municípios como Famalicão, Santo Tirso ou Sintra para a mesma mesa onde se decidem os rumos de eventos de grande escala como os de Paris ou Barcelona demonstra que a visibilidade LGBTQIAP+ é urgente em todo o lado, independentemente da dimensão da cidade,” destaca o famalicense Diogo Barros, Porta-Voz da Humanamente.

Diogo Barros salienta ainda que a integração da Humanamente na rede europeia reforça a missão do movimento em combater o centralismo do ativismo, garantindo que a defesa dos Direitos Humanos e a celebração da diversidade chegam a todas as comunidades.

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