O presidente da SAD do FC Famalicão, Miguel Ribeiro, voltou a ser confrontado com o tema do novo estádio municipal na noite de sábado, dia 18 de julho, durante a apresentação dos plantéis sub-23 e sénior à comunidade famalicense, na Praça 9 de Abril, no centro da cidade.
Questionado sobre o estado do dossiê, o dirigente não escondeu o desconforto com a persistência do tema que considera “uma pedra no sapato” do FC Famalicão.
“É uma novela e gostava que não estivesse presente. O Famalicão tem esta pedra no sapato, continuo a acreditar no presidente e na Câmara, porque quer o clube, SAD e Município tem o entendimento de que a solução será tripartida. Continuo a acreditar e quando deixar de acreditar, talvez não continue no Famalicão”, afirmou Miguel Ribeiro
Um dossiê que se arrasta há vários anos
As declarações surgem num momento em que o processo do novo Estádio Municipal está novamente parado.
O concurso público internacional lançado pela Câmara Municipal para a conceção, construção e exploração do “Estádio Municipal de Famalicão – Complexo Desportivo e Empresarial” ficou deserto, sem que qualquer investidor apresentasse proposta.
Desde então, o presidente da Câmara, Mário Passos, referiu publicamente a existência de um “plano B”, mas este não foi ainda tornado público. Em abril, a CDU criticou, em sede de Assembleia Municipal, os “sucessivos recuos” e a “falta de transparência” no processo, questionando se o projeto não terá sido, sobretudo, um trunfo eleitoral.
A ideia de uma “solução tripartida” – envolvendo Câmara Municipal, SAD e clube, cada um contribuindo “na sua medida” – não é inédita nas declarações de Miguel Ribeiro sobre este dossiê, que se arrasta há vários anos, tendo já passado por, pelo menos, dois projetos camarários sucessivos sem execução, incluindo uma proposta de remodelação anunciada em 2018 pelo antecessor de Mário Passos, Paulo Cunha.
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