Braga e Guimarães decidiram transformar uma ambição debatida durante anos num compromisso político com liderança, calendário e ações concretas.
Nesta terça-feira, 21 de julho, aconteceu na Falperra a primeira reunião formal entre os Presidentes das Câmaras Municipais dos dois concelhos que assinalou o arranque do processo de criação da Área Metropolitana do Minho. O momento histórico representa uma nova etapa na cooperação entre os dois principais polos urbanos da região.
Como primeiro passo, os dois municípios vão solicitar uma audiência ao Primeiro-Ministro, exclusivamente dedicada à criação da Área Metropolitana do Minho. Paralelamente, terão início contactos institucionais com os municípios que integram as Comunidades Intermunicipais do Cávado e do Ave, confirmando uma base alargada de consenso político e institucional em torno deste objetivo.
Para João Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Braga, chegou o momento de passar das intenções à ação. “Hoje inicia-se o processo de criação da Área Metropolitana do Minho. É o dia um. Percebemos que esta é uma ideia amplamente assumida na região e não podemos continuar a prometer estudar ou adiar decisões. É tempo de dar o primeiro passo,” começou por anunciar.
Ricardo Araújo, Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, classificou este momento como um marco para o futuro da região. “Hoje estamos a viver um dia que faz história. Os dois Presidentes de Câmara estão empenhados em dar um passo concreto para a criação da Área Metropolitana do Minho. Há muito que estudamos este tema. Continuar a estudar é importante, mas chegou o momento de dar passos concretos. Precisamos de uma estrutura capaz de coordenar políticas, captar investimento e afirmar a voz do Minho junto do Estado,” sublinhou o autarca vimaranense.
Braga e Guimarães defendem que a realidade da região já ultrapassou os atuais modelos de organização territorial. A criação da Área Metropolitana do Minho pretende precisamente dotar a região de instrumentos de planeamento, coordenação e representação compatíveis com a sua dimensão económica, científica e demográfica, reforçando a capacidade de influência junto do Governo e das instituições nacionais.
Processo assume uma lógica aberta e agregadora
Braga e Guimarães convidam os restantes municípios, as comunidades intermunicipais, as universidades, os institutos politécnicos, os centros de investigação, as associações empresariais, as empresas e as restantes instituições do território a participarem nesta construção coletiva.
“Hoje estamos a criar a grande caixa de ferramentas que permitirá desenvolver políticas conjuntas na mobilidade, na habitação, na proteção civil, na cultura, no ambiente ou na saúde. O desafio começa em Braga e Guimarães, mas é para toda a região,” resumiu João Rodrigues.
Ricardo Araújo apontou igualmente à transformação de uma ambição em realidade. “A criação da Área Metropolitana do Minho deixou de ser apenas uma ideia. Hoje damos o primeiro passo para transformar essa ambição numa realidade, através de um processo construído com os municípios, as instituições e toda a região.”
“Este não é um projeto de duas cidades. É um projeto para toda a região”, foi a mensagem deixada pelos dois autarcas, que assumem a responsabilidade de liderar um processo político destinado a afirmar a região como um dos principais motores de desenvolvimento de Portugal.


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