Alunos de Famalicão novamente chumbados por faltas na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento

Pais dos alunos avançaram com nova providência cautelar para evitar retenção. Concelhia do Chega! diz que família é vítima de “perseguição institucional”.

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Fotografia DR/AECCB

Aconteceu no ano passado e neste ano letivo voltou a acontecer. Dois irmãos matriculados no Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão, foram chumbados por faltas à “Cidadania e Desenvolvimento”.

Tiago e Rafael, que frequentam o 7º e o 9º ano de escolaridade, têm ótimas notas em todas as disciplinas, mas voltaram a ser retidos por falta de assiduidade nessa disciplina que é de frequência obrigatória no 3º ciclo do ensino básico desde o ano letivo 2018/2019.

Os pais – que anteriormente já avançaram com uma providência cautelar afirmando que a obrigatoriedade da disciplina interfere nos seus direitos constitucionais – avançaram com uma nova providência cautelar para evitar a retenção dos alunos.

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Na opinião dos pais a disciplina aborda temas que deveriam ser do foro familiar. O currículo de “Cidadania e Desenvolvimento” inclui temas como direitos humanos, igualdade de género, interculturalidade, desenvolvimento sustentável, educação ambiental, saúde, sexualidade, media, instituições e participação democrática, literacia financeira e educação para o consumo e segurança rodoviária.

 CHEGA! APOIA A FAMÍLIA

“A liberdade educativa dá direito a bullying em Vila Nova de Famalicão”, afirma a concelhia do Chega! em comunicado enviado aos órgãos de comunicação social.

O núcleo local do partido afirma que “esta família de Famalicão é o símbolo da resistência contra a opressiva e asfixiante política educativa atual” e que, por isso, “merecem todo o nosso respeito e apoio”.

Segundo o partido, por defenderem a “liberdade educativa” os pais estão “a contas” com quatro entidades do Estado: Ministério da Educação, Ministério Público, Segurança Social, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens.

Victor Meira de Sousa, líder da concelhia de Famalicão e conselheiro nacional do partido, enviou uma exposição a André Ventura, deputado na Assembleia da República e presidente do partido Chega, “para que esta situação fosse discutida em plenário e não deixasse passar com impunidade” um caso que caracteriza como “perseguição”.

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