Então, ele (efe)raco?

A confusão deste mandato ainda agora começou e não tenham ilusões porque a prioridade são festas, fotos e auto-propaganda.

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Começo por dizer, que a coligação está claramente em fim de ciclo apesar de ter sido reeleita há muito pouco tempo.
Será que as repetidas garantias, certezas e promessas, desapareceram?

É obra, como a maioria dos famalicenses, empresários e comunicação local foi na conversa.

Pergunto, então o futuro não tinha data marcada? Não era depois das eleições que tudo se ia resolver?

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Pois é, o futuro resolveu não comparecer, surpresa para alguns, constatação de uma certeza para mim.

Mas calma, as explicações multiplicam-se. O certo virou provável, o maravilhoso concurso do estádio foi por água abaixo e o plano B que nunca foi pensado no final das contas seremos nós a pagar a fatura.

Temos um presidente “sentado” num pote de 256 milhões de euros, mas vende convicções absolutas e pede em troca compreensão infinita por não cumprir promessas que iludiram as pessoas.

Os famalicenses neste concelho são meros figurantes que apenas são precisos na hora de votar e de pagar.

Muitas dessas curiosidades é o de não haver margens para baixar o IMI mas continuamos a enriquecer os cantores pimba, é o saneamento não chegar a todos e gastamos mais de 90.000,00€ em estátuas, mas para piorar é a necessidade das associações quererem verbas para manter a tradição das marchas populares e para isso terem de fazer um braço de ferro quando deveriam ser apoiadas com todo o vigor.

Entre estes desastres de governação, não posso no entanto deixar de referir a mais ridícula ideia que viu a luz do dia, o jornal de propaganda “efe”.

Esse ataque cerrado à comunicação social local, é mais uma tentativa de pressão, de controlo e de silenciar as palavras escritas que não agradam no gabinete da presidência.

Brevemente a desculpa será que, o “efe” é mais barato de produzir do que o boletim municipal, mas isso não é de todo verdade, muito pelo contrário.

Essa narrativa será facilmente aniquilada, dou como exemplos a soma dos custos indiretos como: número de colaboradores alocados ao jornal e gabinete dotado de meios para a produção digital e de conteúdos.

Bem, com tanta confusão e perda de parcerias políticas estratégicas, não admira que a governação não seja uma prioridade para este presidente.

Por falar em governação, noto uma falta de articulação entre o presidente e os vereadores com funções executivas.

Na minha opinião é especialmente preocupante, a articulação tem obrigatoriamente de melhorar porque disso depende a resolução de problemas quotidianos do concelho. Os mais atentos percebem que as coisas falham entre o presidente e os vereadores, não acho normal.

A confusão deste mandato ainda agora começou e não tenham ilusões porque a prioridade são festas, fotos e auto-propaganda.

 

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