Nem Augusto Lima, nem Leonel Rocha. O vereador Mário Passos foi o escolhido como candidato da coligação PSD-CDS à presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, soube o NOTÍCIAS DE FAMALICÃO, em primeira mão, juntos de fontes da coligação de direita.
Entre os vários nomes que se perfilaram como candidatos à sucessão de Paulo Cunha, nas próximas eleições autárquicas, que se realizam entre setembro e outubro deste ano, Mário Passos – que há poucos meses ninguém imaginava que pudesse liderar uma candidatura ao município famalicense – foi o eleito do presidente cessante.
Fontes próximas do PSD-Famalicão revelaram ao NOTÍCIAS DE FAMALICÃO que Paulo Cunha convocou os candidatos da coligação de direita à presidência das 34 juntas de freguesia do concelho, assim como ex-presidentes, para uma reunião que terá lugar este domingo, 9 de maio, na Casa das Artes.
Nessa reunião, para a qual os jornalistas não foram convidados, Paulo Cunha deverá explicar aos autarcas e candidatos a autarcas as razões do seu afastamento da vida autárquica.
Mário Passos, de 55 anos, que é vereador do Desporto, das Freguesias e do Associativismo, já havia anunciado um “processo de reflexão” sobre candidatura à presidência da Câmara de Famalicão quando vieram a público as notícias do tabu sobre a recandidatura de Paulo Cunha ao terceiro e último mandato.
É vereador da coligação PSD-CDS desde 2009, ou seja, há três mandatos consecutivos, depois de ter sido assessor do vereador das Freguesias, cargo para o qual foi nomeado pelo antigo presidente do município, Armindo Costa.
Antes de chegar à autarquia famalicense, Mário Passos tinha sido nomeado, em regime de substituição, delegado regional de Braga do Instituto Português da Juventude, função que exerceu durante pouco mais de um ano (entre março de 2004 e agosto de 2005).
Por essa altura, cessou a atividade académica como professor no Departamento de Química da Universidade do Minho.
Nas eleições autárquicas de 2017, Mário Passos foi sétimo na lista da coligação PSD-CDS e salta agora para cabeça de lista. Pelo caminho ficou o ainda vereador e arquirrival Leonel Rocha, que, depois de 20 anos na Câmara Municipal, como assessor e vereador, tinha a ambição de ser candidato a presidente da Câmara.
Porém, Leonel Rocha será candidato à Junta de Ribeirão, também por decisão de Paulo Cunha, onde vai enfrentar a candidatura independente da ex-líder do núcleo local do PSD, Cristina Santos.
O vereador da Economia e Empreendedorismo, Augusto Lima, estava a ser empurrado para uma candidatura à presidência da Câmara, mas a pressão feita nesse sentido por Xavier Forte, seu sogro e antigo presidente da Junta de Vermoim, não deu o resultado pretendido.
O acordo da coligação PSD-CDS para as próximas eleições foi assinado no dia 19 de abril numa cerimónia que decorreu no Hotel Moutados. Mas foi a primeira vez, em 20 anos, que o acordo foi formalizado sem que fossem conhecidos os candidatos à presidência da Câmara e da Assembleia Municipal.
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