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Vila Nova de Famalicão
Domingo, 5 Maio 2024

Uma das últimas grandes homenagens a Carlos do Carmo aconteceu em Famalicão

Em 2009, a Casa das Artes de Famalicão encheu para uma das últimas grandes homenagens ao cantor Carlos do Carmo, que morreu no primeiro dia de 2021, aos 81 anos.

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O primeiro dia do ano de 2021 fica marcado pela morte de Carlos do Carmo, um nome maior do fado e da música portuguesa. Carlos do Carmo morre aos 81 anos, na sequência de um aneurisma, após uma carreira de quase seis décadas.

O homem que cantava “por morrer uma andorinha não acaba a primavera”, tinha feito o seu último espetáculo em 9 de novembro de 2019, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

Considerado no estrangeiro como o Frank Sinatra do fado, Carlos do Carmo fica na história da música como um dos grandes nomes do fado – género musical português que em 2011 foi declarado pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.

Nos últimos anos, a carreira de Carlos do Carmo foi motivo de inúmeras homenagens, em Portugal e no estrangeiro.

FAMALICÃO, CULTURA E GASTRONOMIA

Uma dessas homenagens aconteceu precisamente em Vila Nova de Famalicão, em 14 de março de 2009, quando recebeu das mãos de Armindo Costa, então presidente da Câmara Municipal, o troféu “Pena de Camilo”, no Famafest – Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Famalicão. O troféu destinava-se a consagrar carreiras artísticas nacionais.

O evento transformou-se num tributo dos famalicenses à brilhante carreira de Carlos do Carmo, num espetáculo que encheu a Casa das Artes, emocionando o artista, conforme documentam as imagens, registadas pelo fotógrafo municipal António Freitas.

O fadista deixou palavras de elogio à Câmara Municipal de Famalicão, ao considerar ser uma “das poucas autarquias do país que trata muito bem a cultura”.

Carlos do Carmo sublinhou a qualidade da Casa das Artes e o público famalicense, “pelo calor que transmite nos espetáculos”. E confessou ainda que sempre comeu bem em Famalicão.

Carlos do Carmo celebrava então 45 anos de carreira e a Pena de Camilo recebida em Vila Nova de Famalicão juntava-se ao prémio Goya, da Academia Espanhola das Artes Cinematográficas, para melhor canção original, com o “Fado da Saudade”, da banda sonora do filme “Fados”, de Carlos Saura.

Em 3 de novembro de 2012, Carlos do Carmo voltou à Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão para um concerto inserido na programação dos 50 Anos da sua carreira.

FILHO DE FADISTA

Nascido em Lisboa, em 21 de dezembro de 1939, Carlos do Carmo era filho da fadista Lucília do Carmo (1919-1998) e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados O Faia, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística em 1964.

Vencedor do Grammy Latino de Carreira, que recebeu em 2014, o seu percurso passou pelos principais palcos mundiais, do Olympia, em Paris, à Ópera de Frankfurt, do `Canecão`, no Rio de Janeiro, ao Royal Albert Hall, em Londres.

A Enciclopédia da Música Portuguesa no Século XX aponta Carlos do Carmo como “um dos maiores referenciais” no fado.

“As transformações que Carlos do Carmo operou [no fado] foram influenciadas pelos seus gostos musicais que incluíram referências externas” como a Bossa Nova, do Brasil, e os estilos próprios de cantores como Frank Sinatra (1915-1998), Jacques Brel (1929-1978) e Elis Regina (1945-1982), segundo a enciclopédia da música portuguesa.

A enciclopédia destaca que, desde a década de 1970, “acentuou as inovações musicais”, tornando-o “no representante máximo do chamado ‘fado novo’”, com trabalhos como o álbum “Um Homem na Cidade” (1977).

Foi um dos principais e mais determinantes embaixadores da Candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade, e desempenhou um “papel fundamental na divulgação dos maiores poetas portugueses”, como destacou o júri do Prémio Vasco Graça Moura de Cidadania Cultural.

O fadista celebrizou canções como “Bairro Alto”, “Fado Penélope”, “Os Putos”, “Um Homem na Cidade”, “Uma Flor de Verde Pinho”, “Canoas do Tejo”, “Lisboa, Menina e Moça”.

A DESPEDIDA EM LISBOA

Carlos do Carmo despediu-se dos palcos no passado dia 9 de novembro de 2019, com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, tendo recebido na altura a medalha de Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, pelo seu “inestimável contributo” para a música portuguesa.

A medalha foi a última, entre várias distinções que recebeu, ao longo de um percurso artístico de 57 anos.

A despedir-se dos palcos, Carlos do Carmo disse, em entrevista à agência Lusa: “Fiz este meu caminho que não foi das pedras, mas que considero um caminho sempre saudável e que me levou sempre a ter uma perspetiva de ser solidário com os meus companheiros (…). Não me recordo de ter feito uma sacanice a um colega de profissão. E, para esta nova geração, estou de braços abertos.”

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