6.3 C
Vila Nova de Famalicão
Terça-feira, 27 Fevereiro 2024

Betão ultrafino e flexível criado em Famalicão viajou ao espaço e resistiu a 68 graus negativos

Produto da Cimenteira do Louro aprovado com distinção no último teste de resistência. Vídeo da viagem ao espaço foi apresentado em Lisboa. Veja aqui.

2 min de leitura
- Publicidade -

Famalicão

Rotary Club de Famalicão comemora o seu aniversário com a visita do governador

Clube famalicense comemora o 54 anos de existência.

MEDIUM comercializa 38 apartamentos junto ao Parque da Cidade da Póvoa de Varzim

Apartamentos deverão estar concluídos no final de 2025.

Agrupamento Terras do Ave reforça aposta na programação e robótica

Agrupamento tem escolas em 10 freguesias do concelho.

O revestimento ultrafino de betão flexível Slimcrete, criado em Vila Nova de Famalicão pela empresa de materiais de construção ACL – A Cimenteira do Louro, foi aprovado com distinção no último teste de resistência a que foi submetido numa viagem ao espaço, até cerca de cem mil pés de altitude, onde suportou uma temperatura de 67,9 graus centígrados negativos.

O vídeo da viagem do Slimcrete até à estratosfera, que atingiu uma altitude superior a 34 quilómetros, foi mostrado na feira de arquitetura e design Architect @ Work, que decorreu esta semana, no Centro de Congressos da FIL, em Lisboa, tendo sido um dos destaques deste certame de itinerância internacional que passou em Portugal pela primeira vez.

“Foram excedidas as melhores expectativas, que já tínhamos dos testes de laboratório realizados anteriormente. O Slimcrete foi ao espaço, resistiu às condições adversas que atravessou e regressou intacto. Isto significa que se trata de um produto muito resistente, apesar de ultrafino e flexível, constituindo um novo patamar dos produtos em betão”, considera Dinis da Silva, CEO da ACL – A Cimenteira do Louro.

O Slimcrete viajou até à estratosfera até uma altitude de cem mil pés, tendo passado por diferentes temperaturas até aos 67,9 graus centígrados negativos. “Nem a intensa radiação, a elevada pressão e a altitude, a ausência de atmosfera e as grandes variações de temperatura conseguiram deteriorar este produto inovador”, destaca, por seu lado, César Costa, diretor comercial da ACL.

De acordo com César Costa, a presença da ACL na feira Architect @ Work “foi um enorme sucesso, permitindo muitas perspetivas de negócios para o próximo ano”.

César Costa, diretor comercial da ACL – A Cimenteira do Louro, e Joana Ferreira, diretora de marketing. Fotografia ACL/DR

Lançado este ano, o Slimcrete será uma das grandes apostas da Cimenteira do Louro para o próximo ano, no mercado nacional e, sobretudo, no mercado internacional, dado que a leveza do produto facilita a sua exportação. “Cada metro quadrado pesa apenas quatro quilos, facto que faz do Slimcrete o primeiro produto em betão fácil de transportar”, realça o diretor comercial da Cimenteira do Louro.

Criado em quatro anos de investigação, desenvolvimento e testes, o Slimcrete é um revestimento de betão ultrafino e flexível que promete revolucionar o processo de construção de todo o tipo de edifícios. Tem apenas três milímetros de espessura e destina-se a revestir paredes e tetos.

O stand da Cimenteira do Louro chamou a atenção dos visitantes em feira internacional de arquitetura realizada em Lisboa. Fotografia ACL/DR

Ao contrário do betão tradicional, o revestimento Slimcrete é flexível e está disponível em 10 cores, podendo ser aplicado em paredes e tetos de qualquer projeto de construção, seja de habitação, indústria, comércio, escritórios ou todo o tipo de edifícios públicos. Também é a solução ideal para projetos de reabilitação de edifícios. E molda-se a qualquer superfície, sem necessidade de recurso a acabamentos finos, dado que pode revestir superfícies curvas, côncavas e convexas.

Os responsáveis de A Cimenteira do Louro estimam que, em comparação com outros produtos de betão, o revestimento Slimcrete permitirá a uma construtora economizar cerca de 60% entre aquisição de matérias-primas, tempo de duração da obra e recursos humanos.

Comentários