Mais de 1,2 milhões de famílias portuguesas pagam desde quinta-feira, 1 de outubro, mais pela eletricidade e pelo gás, em resultado do impacto da guerra no Médio Oriente nos preços internacionais do gás, noticia o Jornal Económico.
No mercado regulado da eletricidade, que abrange 780 mil clientes, os preços sobem 3%. A ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos classificou o aumento como extraordinário e justificou-o com a subida do preço internacional do gás. Para um casal, a fatura mensal aumenta cerca de 1 euro; para um casal com dois filhos, 2,7 euros.
No gás, os preços aumentam mais de 6% no mercado regulado, onde estão 431 mil famílias. Segundo o Jornal Económico, é a terceira maior subida dos últimos cinco anos, depois da registada após a invasão russa da Ucrânia (superior a 10%) e dos 7% de 2024/2025. A ERSE prevê aumentos mensais de quase 1 euro, para mais de 17 euros, no caso de um casal, e de mais de 1,6 euros, para mais de 32,5 euros, no caso de uma família com dois filhos.
Paralelamente a esses aumentos há o custo com os combustíveis. Em Portugal, o gasóleo simples atinge os 2,186 euros/litro, com a gasolina 95 nos 2,099 euros, segundo a Direção-Geral de Energia (DGEG).


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