Nos 821 anos do Foral de Dom Sancho I, e nos cerca de 15.000 dias de cidade, tempo de convivialidade ao ar livre e de apreciar entre algumas coisinhas boas grelhadas, como pimentos de Padrón, picantes, doces e agridoces, recordaria, em nome dum melhor futuro para Vila Nova de Famalicão, acabar de imediato com algumas barbaridades e pensando noutras que se anunciam, que são quase tantas ou tão poucas que nem os 10 mandamentos da Lei de Deus e em nome dos Homens e Mulheres, Jovens e Crianças deste município…
E, pelo contrário, gastemos o milhão de cada dia que temos para gastar bem naquilo que deviam ser prioridades de todos e nem dos planos consta por vezes. O dinheiro provém dos nossos impostos pagos ao Estado e resta-nos confiar na competência, visão e bom senso dos gestores que devem discutir com os seus pares e a cada momento o que se faz e vai fazer por forma a ganhar-se a confiança dos famalicenses, “quod erat demonstrandum”, quando os responsáveis se envolvem em polémicas legítimas, mas marginais ao processo complexo da governação de um veleiro de grande calado como é o nosso. Está tudo dito e assim…
- Nem mais o abate de uma árvore do espaço público sem decisão da sua população. Tem-se ido longe de mais e a Câmara Municipal de muito pouco é bom exemplo na cidade e não só. Jamais esqueceremos o processo kafkiano ou mesmo passista no abate acéfalo da acácia do Jorge naquela manhã de novembro, em pleno bicentenário do nascimento de Camilo (1825-2025).
- Não mais a implantação de painéis solares a troco de abate de árvores em todo o concelho. Não faltam bons exemplos à vista por parte de inúmeras empresas e particulares de bons aproveitamentos em grandes áreas cobertas e laterais.
DEIXEM AS PISCINAS EM PAZ!
- Deixem as piscinas em paz e na rampa dos 50 anos e avancem algumas obras mais que necessárias e apareçam novas na área destinada a campus universitário em Mões, trocada em miúdos para atletismo. Pois venham para este novo equipamento desportivo as novas piscinas, mais ténis e râguebi. Dizem os bons urbanistas que a cidade de 40 anos cresce para Norte e equipamentos reforçados precisam-se, menos novas grandes superfícies, por excesso. E a talho de foice colabore a Câmara Municipal com aqueles que têm dado bom uso ao estádio municipal valorizando um sítio privilegiado entre as escolas e algo central mesmo para a comunidade famalicense pois que no desporto como na vida ora corre bem ora mal e, por isso, deixem trabalhar!
- A opção do aumento e valorização do nosso hospital parece bem e a ministra da Saúde parece ter ficado convencida e agradada, desde que não venha mais um centro comercial estragar tudo nas suas proximidades e a pretexto para atravessar a EN206. Sabemos o que a casa gasta.
- O espaço onde antigamente estavam grande número de famílias de etnia cigana dá um belíssimo parque de estacionamento, podendo absorver o já existente e mais barato, não faltando privados para o fazer e explorar, com entradas e saídas pela Rua da Liberdade e saídas/entradas pela 25 de Abril que deve libertar-se daquela brincadeira da ciclovia. Do outro lado é que não porque menos lugares, mais caro, sem necessidade de remover terras e mais barato…sem esquecer o necessário concurso.
- Antes de qualquer nova área comercial nas traseiras do cemitério municipal é bom que se pense nas intenções de Álvaro Marques há volta de 80 anos! Penso que há decisões e que devem ser respeitadas e cumpridas. Diria também que já chega de deslumbramento parolo por tanta área comercial e já testemunhei em França a perda de uma Mairie por uma área comercial a mais e que entre nós abundam desde Joane/Pousada, Ribeirão/Trofa, Delães… Claro que dos pequenos comerciantes da cidade ninguém quer saber para além da falta de aparcamento ignorada e onde devia existir de há muitos anos. A cidade não mexe e vai morrendo mesmo que o estado permanente de festança o pretenda iludir, mas, olhe que não, olhe que não, fazendo lembrar aos fins de semana as belas cidades alentejanas, deserta pela canícula e soterrada de automóveis.
NOVAS ESTRADAS
- Em vez de mais canistréis na formosa “Devesa gardens” avance de imediato a melhoria substantiva da estrada cimeira à mesma e com duplicação logo ali na rotunda de Moutados, por forma a evitar a travessia da cidade no sentido do Porto, devendo encaixar na EN14, e devendo outra variante ser de imediato pensada e lançada logo que possível e desde Cruz de Pelo, Requião, Antas e Cabeçudos/Esmeriz…encaixando na anterior e um desaguamento na anterior.
- Outra via urgente: ligação pelo interior de Vermoim/proximidades de saída da A/7 à Via intermunicipal em Mogege e seguimento para Ronfe e Gondar ou Pevidém.
O CRIME DA CONSTRUÇÃO
- Construir na área da veiga agrícola de Brufe nas traseiras do Vinhal/Reguladora onde o Bargos remexe e marulha e desce até ao Pelhe pela ladeira traseira da Universidade Lusíada e proximidades da Avenida 25 de Abril. É crime e não mereceu alguma vez preocupação a continuidade desses vigorosos pulmões como assim estão por vontade de Deus e desde o recomeço do mundo após o dilúvio e que o PDM definiu já desde o longínquo ano de 1994 e sem que deva ser alterado.
- A escola Arteduca agradece todas as palavras encomiásticas até agora recebidas e, tal como outros, bem que agradeceria para sempre a possibilidade de ocupar as antigas oficinas municipais de sua proximidade por motivos de expansão e melhor qualidade no exercício de sua alta função artística, para além do que quer que seja o destino das antigas instalações da antiga Cegonheira. Aguardamos para ver, que o sol em Vila Nova de Famalicão sempre brilha para todos, todos, todos
Que aquela foto do lago do Parque 1º de Maio com os patos a flutuar em água podre dispensa comentários que não sejam do pior mesmo. Como se chegou aqui ou, melhor, de quem se anda à procura desta vez para levantar mais um processo como o da acácia do Jorge, daqueles que toda a gente sabe no que dá em termos de resultados?! Uma vergonha para quem enche a boca de encómios em causas próprias, árvores e tanto ambiente!… Irra, que já se anuncia a tradicional ida a Fátima, a feira de artesanato… Arre que é demais e o que é de mais é erro, diz o povo e com razão.


Comentários