A Iniciativa Liberal demonstra a sua “preocupação com a derrapagem em diversas obras municipais”, cujas propostas de trabalhos complementares serão levada a aprovação na próxima reunião da Câmara Municipal de Famalicão [ver notícia Mário Passos aprova derrapagens de 3,5 milhões em quatro obras de Famalicão].
“Na próxima quinta-feira ficará patente a diferença gritante entre a capacidade de anunciar e incapacidade de concretizar de forma eficiente, que marca o atual executivo”, afirma o partido em comunicado.
“A proposta de aprovação de aproximadamente 3,5 milhões de euros de trabalhos complementares não previstos em 4 obras, 2 delas com derrapagem de aproximadamente 20% do custo planeado, terá um impacto relevante nas contas municipais” afirma o Iniciativa Liberal.
Para o partido, a situação constitui “um risco evidente, já que estes valores terão de ser pagos pelo município sem financiamento nacional ou europeu”. A Iniciativa Liberal aponta 2,08 milhões de euros de derrapagem na Escola Padre Benjamim Salgado, 792 mil euros de derrapagem no Centro de Atletismo, 515 mil euros de derrapagem no Centro de Saúde de Famalicão e 95 mil euros de derrapagem na obra da Escola Senador Sousa Fernandes que se traduzem numa “derrapagem total aproximada de 3,5 milhões de euros”.
Paulo Ricardo Lopes, coordenador da IL-Famalicão, afirma que “é extremamente preocupante ver uma derrapagem muito próxima dos 20% em diversas obras, sabendo que estes custos terão de ser pagos pelos famalicenses sem recurso a apoio de fundos nacionais ou europeus”.
“A Câmara de Famalicão foi bastante diligente a concorrer a diversos fundos para algumas destas obras, mas estas derrapagens recorrentes são uma ameaça à estabilidade financeira do município”, alerta Paulo Ricardo Lopes.
“Se no ano passado já tivemos um prejuízo de 2,9 milhões de euros nas contas municipais, podemos ver um acelerar da degradação nas contas pela ineficiência de gestão do nosso município”, destaca o coordenador da IL-Famalicão.
Paulo Ricardo Lopes salienta ainda que “este cenário é ainda mais preocupante sabendo que há obras, como o Centro de Saúde de Joane que correm o risco de não ficar concluídas até ao final do prazo do PRR, tendo a câmara municipal de assumir ela própria a finalização das obras”.


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