Requiem pela acácia

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Bem que clama de agonia, em tom lúgubre,

Em vão aquela voz perdida na noite

Pela alma penada do Mestre de Ceide,

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Pois que já a acácia do Jorge é morta.

 

Foi em novembro, em noite de breu,

Que os salteadores da arca perdida

Montaram o cadafalso às escondidas

E de golpe fatal a deceparam ao léu.

 

Contava muitos anos desde que o Jorge

A plantara ali encostada às escadas,

Sem que o pai tal considerasse desvario

Dando-lhe sombra nas tardes e flauta por atavio.

 

– Que vou lá eu fazer, agora que ceguei,

Sem paciência, título sem monarquia e dinheiro,

nem Jorge nem flauta, nem filhos, neta e raízes?

Tão falhado de atos foi o meu bicentenário. -92

 

– Dra. Ana, Dra. Ana!… traga-me o meu bacamarte,

Rápido, rápido… a minha certeira clavina, agora!…

Para fulminar estes 200 amusos marotos, já!!!…

Que para celebrar ainda me fazem uma penhora.

 

– Todos, todos, fora!… que a casa ainda é minha

E não suporto mentecaptos nem alarvidades!

Metam aqueles ali naquele armário! Isso.

Que lhes vou meter o abecedário no toutiço.

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