CDU questiona Mário Passos sobre passe sénior gratuito e não obtém resposta

Moção sobre os direitos dos idosos foi aprovada na Assembleia Municipal. CDU considera que é tempo de “passar das palavras aos atos”

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A Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão aprovou, na sessão de 25 de setembro, uma moção da CDU que defende o passe sénior gratuito nos transportes públicos do concelho. A pergunta que o deputado municipal Bruno Pereira dirigiu ao presidente da Câmara, Mário Passos, ficou sem resposta.

A moção, intitulada “1 de Outubro – Dia Internacional das Pessoas Idosas – Pela dignidade e pelos direitos dos idosos”, teve os votos favoráveis das restantes bancadas e a abstenção da Iniciativa Liberal.

O documento refere o impacto do aumento do custo de vida, das baixas pensões e reformas e das dificuldades no acesso à saúde e aos cuidados continuados, defendendo o reforço das respostas públicas e medidas concretas para melhorar as condições de vida da população sénior. Entre elas, inclui a gratuitidade do passe para reformados, pensionistas e idosos do concelho, como forma de garantir o direito à mobilidade e combater o isolamento social.

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“Passar das palavras aos atos”

A CDU lembra que, em julho, Mário Passos anunciou publicamente a gratuitidade dos transportes públicos MobiAve para estudantes e seniores. Segundo a CDU, os seniores continuam, porém, a pagar 7,50 euros pelo passe municipal ou 10 euros pelo passe para toda a rede MobiAve.

Na intervenção, Bruno Pereira recordou que, em 2022, quando o projeto MobiAve foi apresentado, a Câmara admitia avançar no futuro com a gratuitidade do passe sénior. Em 2025, o município manteve um desconto de 75% para os seniores.

Foi neste contexto que o deputado perguntou: “Afinal, os transportes MobiAve são ou não gratuitos para os seniores?” Questionou ainda quando será aplicada a medida e quais as condições concretas para os beneficiários. De acordo com a CDU, o presidente da Câmara não respondeu.

Para a CDU, garantir mobilidade à população sénior contribui para a sua autonomia e participação na comunidade, com reflexo no acesso a serviços de saúde, ao comércio e a outras respostas essenciais. A CDU considera que, perante o anúncio da Câmara e a posição da Assembleia Municipal, “é tempo de passar das palavras aos atos”.

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