Bruno Freitas, morador no centro de Vila Nova de Famalicão, recorreu ontem às redes sociais para denunciar uma situação que classifica como “inaceitável”: foi impedido de aceder à sua residência, com dois filhos doentes no carro, por um dos pilaretes de controlo de acesso instalados pelo Município e a recusa da Polícia Municipal em permitir o acesso.
“Hoje, mais uma vez, fui impedido de aceder à minha própria casa. Com duas crianças doentes no carro – e não foi um caso isolado”, escreveu. O morador destaca que os agentes no terreno estariam a cumprir instruções que contrariam o que foi comunicado pelo município.
Na publicação, partilhada no Facebook, o morador afirma que, a 27 de março, o Município de Vila Nova de Famalicão comunicou formalmente aos residentes o encerramento da via de acesso à sua habitação no âmbito de uma estratégia de tornar a cidade “mais amiga das pessoas”.
Em causa, o pilarete instalado na Rua João de Faria dos Guimarães. Na ocasião, foi garantido que os moradores poderiam continuar a aceder às suas casas através de um intercomunicador com a Polícia Municipal, como comprova a carta recebida por Bruno Freitas e outros moradores.

“Segundo o que foi transmitido no local, existem instruções para não permitir a passagem – o que contradiz totalmente o que foi comunicado oficialmente aos moradores”, afirma Bruno Freitas na publicação partilhada nas redes sociais, sublinhando que essa promessa não tem sido cumprida na prática.
Em declarações ao NOTÍCIAS DE FAMALICÃO, Bruno Freitas afirma que “estava a tentar passar porque realmente precisava”, salientando que seria apenas uma breve paragem, no espaço destinado para cargas e descargas, para que os filhos doentes pudessem sair do carro.
“Isto não é uma cidade mais amiga das pessoas. Isto é uma cidade que complica a vida a quem cá vive”, afirma, questionando a “estratégia” usada para o encerramento da rua de acesso à sua residência.



O casal termina o desabafo com uma nota de desilusão: “É inaceitável que se criem medidas sem garantir o mínimo: coerência entre o que se diz e o que se faz. Já senti orgulho em Famalicão. Hoje, sinto vergonha alheia – e, sinceramente, vergonha pela forma como os moradores estão a ser tratados.”
A publicação foi dirigida ao Município de Famalicão e ao presidente da Câmara Mário Passos.
PREOCUPAÇÃO NÃO É NOVA

“Numa situação de emergência médica esta situação tem de estar acautelada e não pode a ambulância ficar à espera. Os bombeiros têm de ter forma de desbloquear este pilarete”, escrevia então.
O NOTÍCIAS DE FAMALICÃO contactou a assessoria de comunicação do gabinete de Mário Passos, mas até ao momento sem resposta.


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