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Sexta-feira, 27 Maio 2022
Rui Costa
Rui Miguel Costa é formado em Engenharia e Gestão Industrial pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto. Gestor em áreas de desenvolvimento, é apaixonado por música, engenharia, economia, inovação e empreendedorismo.

NFT’s: O ativo digital que está, disruptivamente, a assolar os negócios, o entretenimento e a comunicação

Estamos a bordo de uma revolução diferente das anteriores, mas que irá alterar fundamentalmente a nossa forma de ver e viver as coisas, de nos relacionarmos e até de estimular novas economias.

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Rui Costa
Rui Miguel Costa é formado em Engenharia e Gestão Industrial pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto. Gestor em áreas de desenvolvimento, é apaixonado por música, engenharia, economia, inovação e empreendedorismo.

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Ao longo do curso dos anos, passamos por várias eras e transformações. Transformações essas, que marcaram passo para o futuro que se antevia, definindo quotidiano, negócios, mas mais que isso, desafiando dogmas, posições e decisões. Um exemplo disso é a revolução industrial que, de um ponto de visto redutor, representou uma transição nos processos de produção, passando de uma forma mais artesanal para industrial com maior dependência em maquinaria, processos de fabrico, novos químicos e substituição de biocombustíveis pelo carvão.

Passados alguns séculos e mesmo após uma transformação da indústria, maioritariamente, para uma fase de robotização e automatização, tendo a dizer que estamos a bordo de uma revolução diferente das anteriores, mas que irá alterar fundamentalmente a nossa forma de ver e viver as coisas, de nos relacionarmos e até de estimular novas economias. Falo da digitalização, a transformação digital de tudo que conhecemos.

A economia que, de forma geral, é conduzida e alimentada pela tecnologia, vê-se atualmente na necessidade de uma reforma devido à entrada de novas e apetecíveis tecnologias, tal como a blockchain ou as moedas virtuais.  Estes conceitos e formas transacionais, que passam a desmistificar processos antiquados, complexos e dúbios, surgem, imponentemente, com muita e simplificada informação sobre o que são, como se processam e como investir e/ou aderir.

O tema em que este artigo de opinião incide em tudo se relaciona com esta era, onde novos espaços online, novos fóruns de partilha, comunicação e transação foram criados, com especial foco num dos temas do momento, NFT- non fungible token.

Um pouco por toda a parte fala-se de NFT’s, do investimento e trading à sua volta. Em base diária, são publicadas em todo o mundo, notícias sobre diferentes investimentos com retornos avultados nesta área.

Reconhecendo que a forma ortodoxa como transacionamos bens e fazemos investimentos podem passar a obsoleta, quando falamos em NFT, estamos verdadeiramente a falar sobre que? O que são NFT’s e que mundo de possibilidades abrem?

A sigla representa, non-fungible token, algo único que não pode ser substituído. NFT é um certificado digital de propriedade que nunca pode ser substituído, dividido ou partilhado, um certificado de autenticidade. Certifica que um item qualquer, seja imagem, vídeo, música, mensagem, é único e propriedade de alguém, garantia essa que é feita através da tecnologia de blockchain.

Já o contrário, fungible, significa algo sobre o qual existem objetos ou itens com identidade e valor igual e que podem ser trocados, não é algo exclusivo. Utilizando como exemplo, um item físico, uma nota de 20 euros: esta pode ser trocada por uma outra nota de 20, duas de 10 euros, ou 20 moedas de 1 euro, que apresenta sempre o mesmo valor.

Fazendo o paralelismo com o quadro da Mona Lisa que, apesar de ter milhões de cópias, existe só um original, que é uma obra única com valor incalculável. É este tipo de especificidade e unicidade que os NFT’s trazem aos itens digitais, tornando-os especiais e singulares, o que por si gera escassez e abre um novo mundo de oportunidades e negócios. A principal diferença entre estes tipos de ativos é, fundamentalmente, a forma como são negociados.

A ideia de possuir algo que é único desperta interesse a colecionadores, aficionados e investidores. Estes certificados digitais acabam por gerar uma onda de especulação que eventualmente se traduz em retorno, em muitos casos, retornos de alto valor, como o caso do primeiro tweet da história que foi vendido por 2,9 milhões de doláres.

A lógica por trás do investimento é simples: tal como no stock market usual, comprar ativos de coleção que achemos que irão valorizar no tempo, por conta do aumento de notoriedade do autor ou crescimento da procura destes itens e valorizar a sua compra.

É um novo caminho a trilhar e descobrir para emergentes e atuais designers, músicos e até qualquer outra pessoa que pretenda tornar suas obras únicas, visíveis, ter um espaço onde expor e ainda criar negócio.

Apesar de confuso é um dos temas quentes do momento e algo a acompanhar sem margem para dúvidas. Prima pela diferença, por não ser uma leitura linear como a que temos hoje, não ser regido pelas entidades de sempre e não menos importante, por ser livre e acessível.

Para quem investe, os artigos de maior interesse tem sido em volta das obras de arte NFT. Deixo a sugestão de pesquisa do market opensea, criptomoeda ethereum, wallet metamask e da coleção de NFT “bored ape yacht club”.

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Rui Miguel Costa é formado em Engenharia e Gestão Industrial pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto. Gestor em áreas de desenvolvimento, é apaixonado por música, engenharia, economia, inovação e empreendedorismo.