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Vila Nova de Famalicão
Domingo, 19 Setembro 2021
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Mariana Dewasmes
Tem 19 anos, é aluna de Gestão na Universidade do Minho e apaixonada por maquilhagem, música e pela ideia de que este mundo possa vir a ser melhor.

Patriarcado: um sistema que também afeta os seus privilegiados

Não seria tudo muito mais fácil se todos vivêssemos em paz com aquilo que somos e deixássemos de seguir um sistema que prejudica tudo e todos?

4 min de leitura
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Mariana Dewasmes
Tem 19 anos, é aluna de Gestão na Universidade do Minho e apaixonada por maquilhagem, música e pela ideia de que este mundo possa vir a ser melhor.

Famalicão

Candidatos do CHEGA, IL, PAN e PS recebem apoio da liderança nacional em Famalicão

Ao contrário de eleições anteriores, a liderança nacional do PSD e do CDS-PP está ausente da campanha famalicense. Rui Rio participou ontem na campanha eleitoral de diversos municípios no Minho, mas não veio a Famalicão. Francisco Rodrigues dos Santos disse que não foi convidado.

PAN Famalicão apresenta programa eleitoral

O documento é dividido em quatro grandes eixos: Ambiente, Efetivar os Direitos Humanos, Proteção e Bem-estar Animal e Administração Municipal.

André Ventura presente na campanha do Chega em Famalicão

Centenas participaram no jantar com a participação do líder nacional no último dia 15, em Ribeirão.

António Costa dá força a Eduardo Oliveira hoje em Famalicão

Comício com a presença de António Costa realiza-se este sábado à tarde no Parque de Sinçães. Além do secretário-geral do Partido Socialista, outros nomes nacionais do partido têm vindo a Famalicão apoiar a candidatura de Eduardo Oliveira à presidência da Câmara Municipal.
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Os anos de vida vão somando e uma pessoa vai começando a ganhar uma perspetiva diferente daquilo que a rodeia, naturalmente. Pequenos detalhes que antes passavam despercebidos, transformam-se no nosso dia a dia, algo em que refletimos todos os dias. Algo que outrora fora abstrato, começa a ganhar forma e a marcar presença, neste caso, avassaladoramente.

Queria falar de um conceito que se encaixa nesta caixinha das ideias que passaram a ter corpo. Refiro-me ao “patriarcado”. Mas desta vez, em vez de abordar o inevitável efeito avassalador que este tem nas mulheres e nas minorias, vou desenvolver um ângulo diferente. Pretendo, então, levantar as problemáticas e efeitos nocivos que tem nos homens.

Primeiro que tudo, “patriarcado”, que palavrão é este? “Patriarcado é o sistema social no qual o homem é o protagonista da cena e detém o poder e o domínio, causando diretamente a exploração, opressão e exclusão da mulher.

No entanto, esta ideia de superioridade do homem é, paralelamente, tóxica para o próprio, algo que se deve à firme divisão entre os papéis de género imposta pelo sistema patriarcal. Basicamente, o sistema social em que (sobre)vivemos. E por vivermos nesse mesmo sistema, é que as mensagens sobre os papéis de género são amplamente difundidas, por todos os meios, de todas as formas e feitios, podendo estas mensagens chegarem a ser muito subtis.

O homem é então definido quase como uma “besta”: forte, insensível, líder, poderoso; enquanto a mulher é vista como uma boneca de porcelana: frágil, emotiva, submissa, fraca. Desta forma, dá-se lugar a uma rotulação da emoção e do afeto como atributos exclusivos à mulher, estimulando, assim, a supressão dos mesmos por partes dos homens, uma parte que tão natural e fundamentalmente faz parte da condição humana.

Que atire a primeira pedra quem nunca ouviu um “Faz-te homem!” ou “Homens não choram!” ou até “Pareces uma gaja assim!” ou variações. E dizem-me “Ah, agora também já não se pode dizer nada que toda a gente fica ofendida com tudo!” Amigos!!! A sociedade sempre foi e continua a ser venenosa! Só agora se está a começar a descobrir que toda a gente deveria ser tratada por igual, independentemente do seu género, etnia, orientação sexual, entre outras caraterísticas!

Claro que coisas que antigamente eram aceites deixaram de o ser, e não é porque caminhamos para uma sociedade menos tolerante que isso está a acontecer, pelo contrário. Agora, quem quer ser tóxico e andar a dizer ou fazer coisas que prejudicam os outros, começa a sentir o seu cerco apertado, porque já não sente ter a “liberdade” de o fazer sem que sofra consequências.

A verdade é que se algum comportamento não é saudável, este, logicamente, tem de ser eliminado! O objetivo não é viver a vida e tentar fazê-lo em máxima harmonia com o próximo? Não seria tudo muito mais fácil se todos vivêssemos em paz com aquilo que somos e deixássemos de seguir um sistema que prejudica tudo e todos? Um sistema que, no ângulo em que estou a tratar, motiva a desvalorização da saúde mental do homem por vergonha, o que os leva a tardar a pedir ajuda…

Sabiam que, em 2019, foram três vezes mais os homens que cometeram suicídio, relativamente às mulheres? Isto porque até aqueles que demonstram vulnerabilidade, acabam por ser gozados e a sua masculinidade é posta em causa, algo que, na verdade, nem sequer tem nada a ver com a capacidade e necessidade afetivas…

É mais que impreterível que se comece a pensar mais seriamente neste assunto. O Patriarcado afeta tudo e todos, em nenhuma circunstância deixa de ser opressivo, e é urgente que se derrube este sistema social. Não há necessidade, podíamos ser tão mais felizes…

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Mariana Dewasmes
Tem 19 anos, é aluna de Gestão na Universidade do Minho e apaixonada por maquilhagem, música e pela ideia de que este mundo possa vir a ser melhor.