PS critica “silêncio, demora e opacidade” sobre revisão do PDM de Famalicão

Socialistas sublinharam a participação dos famalicenses, lembrando que os cidadãos já apresentaram os seus contributos e aguardam resposta. PS destacou situações polémicas, que “resultam de decisões tomadas sem transparência nem diálogo com a população”.

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Na última sessão da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão, realizada na passada sexta-feira, 19 de junho, o Partido Socialista (PS) interpelou diretamente o presidente da Câmara, Mário Passos, e exigiu “uma visão estratégica clara” para a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), questionando se esta será apresentada antes das férias de Verão.

Na sua intervenção, a deputada municipal Sandra Santos, sublinhou que a participação dos famalicenses no processo de revisão do PDM constitui “uma conquista da democracia”, lembrando que os cidadãos já apresentaram os seus contributos e aguardam resposta. “Cabe agora ao executivo fazer a parte que lhes compete”, afirmou.

O PS criticou aquilo que classificou como “silêncio, demora e opacidade” por parte do executivo municipal e apontou várias situações que geraram contestação pública em diferentes freguesias do concelho: os terrenos do Estádio Municipal e do campo de treinos, a envolvente do Parque da Devesa, a zona das Pateiras em Fradelos, entre outras. Segundo o partido, estas polémicas “resultam de decisões tomadas sem transparência nem diálogo com a população”.

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Os socialistas defenderam ainda que o PDM deve reger-se por regras claras, sem margem para “interpretações oportunistas”, rejeitando a transformação de espaços ecológicos (como as Pateiras) em áreas de construção, a edificação sobre linhas de água, nomeadamente no caso do Ecoparque em Cabeçudos, e a contaminação de cursos de água por esgotos de particulares ou empresas.

Para o PS, Vila Nova de Famalicão, concelho com um forte tecido industrial, enfrenta défices estruturais ao nível da mobilidade, da habitação acessível e dos espaços de bem-estar, problemas que devem ser tratados de forma integrada no novo PDM.

O partido reafirmou, ainda, defender “um instrumento de planeamento que vá além da simples gestão do solo, que concilie desenvolvimento económico, mobilidade e sustentabilidade ambiental, e que coloque no centro das decisões a qualidade de vida dos famalicenses e das gerações futuras”.

O NOTÍCIAS DE FAMALICÃO enviou, no início deste mês, algumas questões ao gabinete de comunicação do presidente Mário Passos a propósito do PDM, mas até ao momento não obtivemos resposta. Entre as perguntas, se há alguma data prevista para aprovação da versão final do documento nos órgãos autárquicos e qual é a fase atual do processo.

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